domingo, 27 de novembro de 2011

Exortação Além-do-Homem

     


Olhando quero saber o real significado! Como?
(?) Não sou eu quem vivo! 
Parece que não entende? O que há entre nós?
(?) Tu me tens e eu o busco, nada mais!
Onde é o teu lar se eu o percebo somente em dias assim?
Como explicar o insalubre do que ouço quando aproximas?


Agora eu te escuto, fale de mim!
(?) Tu finges, se resguarda de falsa moralidade;
(?) Pensas ser o puro, porém és os hipócrita;
(?) Sóis fraco porque se deixa, porque se queixa do real;


Pobre de mim! Se és comigo por que então me fere?
(?) Não sou contigo! Tu me tens, sou a ideia latente e prazerosa! Nada mais;
(?)Quero emergir em ti! Transpassar a decadência deste mortifico ideal que dizes ser teu!
(?) Esta compaixão por ti, que vê nos outros, quero extingui-la!

Cala minha alma! Não quero esta composição;
Chora meu corpo, pois renegarei o que me vem;
Tanto serei que tu morreras;
Por ventura tu és meu! Por opção o entrego!

Não ressinto, não tardo, nem me calo;
Que esta ferida, que estas dores te lavem;
Até o dia, Todos os dias em poesia farei o meu brando;
Sei quem és, além-do-homem transnoitado sois;
Sois o tempo em dualidade; Nada é completamente mal;
(!) "Sois o meu EU"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Mata-se o corpo, e não a alma."

                                                                       


                   É preciso se perder;


                                                                          É preciso morrer;
É preciso ser o nada;
Sendo para o passado um sepulcro;


O SER em questão. Por que?
Esquece pois de tuas idéias;
Lança fora tuas imposições;
Aproxima-se vazio. Será?


Taciturno e impávido na umidade bestial de um "eu" escorregadio; Medíocre!
Ama pois o outro;
Sejais o mundo por descobrir, a mata virgem por adentrar;
Esquece porém do feito, segue si só a singularidade;



Navega a alma em rios caudalosos, em tramas serpentiantes;
Busca o alimento para alçar....Precipite;
Inaudito suserano de desdém sombrio; Atenta-me;


Que lastima sermos o que cevamos. Torpor que perdura do prazer;
Imortal será quando no silêncio despojares do que te forma;
Ama-se a luz de cada lapso existente. Coragem!


Profundo emplastro do SER por uma lodosa vaidade;
Falsa verdade e fétido desejo;
Só no alvorecer melodioso do amor a mortalha cedera;


É justo o amor para se encontrar; (Serei).....

É justo ser...Uma rosa náutica. o desprender e o doar. (Sendo)...

Morrerás o eu, surgira o Tudo. DE tanto desfalecimento mortifico meu Norte;

Enfim ...(SOU).... curado em ti!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Totus Tuus


Sondastes todas as manhas o ar que respiro;
Num movimento constante que sopra por entre as flores;
Nada mais belo do que o observar e o sentir em tua criação;


Tão sublime dádiva a de em ti repousar e acalmar;
Teus rastros encantam meus olhos, um céu de matizes sem fim;
O sopro suave de tua presença; este vento consolador que faz dançar a quem toca;


Imenso, surreal e imensurável, todos os dias aquece-me com este amor trino;
Fraco e pecador que sou, deixo de ti louvar, deixo de te amar;
Anoiteço, faço do escuro real e das trevas limite;


Obstruído o Sol pulsa em meu coração;
Esquecida, a mais linda rosa perfuma minha consciência;
Ventos, sorrisos, lírios e pétalas;
Tudo sinestésico, tudo em um, TUDO em um vislumbre atemporal;


Por que insistes em me amar? Não o mereço, desisti, enlouqueci e cegamente trai;
Nunca me desamparas, força-me, impulsiona-me, e em meu vazio de dores plenas, preenche-me;
A muito penso em gritar, em correr, me inundar com este mundo de ideias sofistas;
Em viver como muitos, me homogenizar com estes, que riem, embriagam-se e relativizam;


Sei que tu me escolheste, sei que nesta minha fraqueza fortalece-me;
Tua voz grita a meus ouvidos, queima minha altivez com sua ressonância;
Necessito de ti seguir, e ainda que na solidão me encontrar, tua face me alegrara;
Serei teu, sou Todo Teu, que minhas dores e sofreres o louvem;
Que minha resignação por este mundo o engrandeça;



Tu me seduziste, tu me amaste, tu me salvaste....


domingo, 18 de setembro de 2011

"Sombras de um Pedido"

Sombras distintas estas que me cobrem;
São de natureza humana!
São do sol o resquício do mal;

A luz que emana do criador infunde em meu ser uma graça indelével;
A passividade de minhas sombras exitam;
Insistem em desfigurar as formas de uma criatura;

Uma hora sou forte, depois já desfaleço;
Sinto-me renovado num instante, porém intempestivamente envelheço;
Caminho no amor que quero somente em dias de consciência limpa,
E quando me vejo distante do escuro de meus desejos;

Outrora faço bem, momento apos momento rezo por ti;
Doravante digo, serei a sombra que cobre tua luz; Isto faço. Mas não o quero;
Quero da noite, o silêncio, da sombra o descanso e de ti o calor;

Não voltarei atrás, serei novamente forte frente a perda consciente de luz;
Recomeçarei amanhecendo em TODO sorriso teu;
Vencerei ninha angústia em ser mal diante dos raios de TODA a tua beleza;
Em dias nublados, dias que pendo ao nefasto, você será o meu SOL;

Encontrei em ti alivio, força e remédio para as minhas sombras;
Dissiparei do coração a dúvida, da alma o temor, e de meus olhos a tristeza;
Meu dia se faz penumbra longe de teu cheiro, sensação de coexistir, quero receber a claridade sem impurezas;
Agora sim tenho um desejo puro e digno;

Tão somente espero que este meu anseio chegue a ti onde estiveres;
Rezo que os ventos suspirem em seus ouvidos o grito de meu fraco amor;

Despojo-me da vaidade: "Sou pequeno e imperfeito e sem o Astro de tua essência deste poço jamais sairei!"...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Sétimo Dia!

Inaudível coração, repleto de pesares, sujo com a doença do sôfrego;


Perceptível silêncio, tingido de rubro, emergindo pulsos desiguais de amores irreais;

Um soluço estafante, condenado a se banhar nas lágrimas da alma que brotam do recôndito da imagem;

Depreciado edifício, robusto em forma, fraco e desolado em essência verdadeira;

Doravante o incerto será tua agonia, o sofrimento gerado por anos, teu falso amigo;

Os olhos que não desistiam de marejar tuas injustiças, agora te traem, áridos de beleza e bondade, resignando-se;

Não terá mais ao céu o astro laico, agora somente o vazio de teu corpo;
Frio que agora zomba, dor que agora se encarna, que pulsa por entre a estrutura que outrora feria o próximo;

Teu entendimento tardou em lhe ajudar, a consciência adormecida por anos, se levanta para sentir o desfecho de tantas incredulidades. Resta somente o cobrir do madeiro e o choro de um Criador;


Elohim ressurge por entre este ser nefasto, retirando aquele flash de amor inato que foi suplantado pelo “eu”;

Um luz que agora queima o impuro desejo e transfigura o fim em campos de esperança, e o “tu em mim”;
Tarde agora me deito, sabendo que morri em consciência, percebendo no firmamento o 7 olhar;

Renascendo todos os dias, recomeçando ao passo de todo desvio, extinguindo de meus ossos em cada morte, um pedaço do Caim nascido do fogo de minhas traições, manchado pelo pecado que insiste em dominar as dúvidas egocêntricas;

No monte sagrado do vinculo de toda vida.; Vejo agora ao longe o derradeiro dia;
Posso então viver tranquilamente as provações da penultima aurora, E prostrando-me entoar “Sou eu o sexto dos dias”....



domingo, 28 de agosto de 2011

Oração: Entoar com a Vida...

A oração é a ligação do reflexo a verdadeira imagem;


É uma fonte incomensurável de vida.; ensandece os ditos sábios e apraz os tidos como insólitos em um mundo de brutos;

A mínima palavra, uma simples atitude, nem que seja um olhar breve, já se faz elevar ao cume uma indelével oração;

Orar é viver e retirar do ser até a última gota de amor, aproveitar das ranhuras do algoz, e mergulhar na luz que brota de toda vida;
Identificar e sentir do próximo, o que de belo nele reside, fazer da vida a inspiração do amanhecer, orando com o ínfimo olhar, orando com o sorriso ao acaso, e no extenuante dia fazendo-se pequeno, transmitindo para o austero a oração que nunca sentiu;

As palavras se tornam vazias quando as encarceramos no limite da vontade e do confortável;
São fontes inesgotáveis que se extinguem na pobreza de ações;
Mais válido é o abraço desinteressado e inocente do que o orar envaidecido e o querer inveterado;

A oração não se limita a extenuantes pedidos mas se concretiza no desprendimento, no deixar-se envolver, sem reservas amar e na estafante luta de introspecção dissuadir. Louvar como a mais pequena criatura e brilhar para o outro como a mais frágil das flores.....

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pequenas Mortes Diárias



Morro Constantemente;
Morro todos os dias;
Pequenas mortes que me libertam;
Morro quando me lembro da infinidade dos meus pecados;
Morro quando me vem à incredulidade dos meus pensamentos;



Morro diariamente;
Morro quando meus olhos se fecham para o próximo;
Morro quando minhas idéias impuras se fundem ao meu corpo;
Vivo morrendo!



Em dias de sol, a morte desinteressada é minha amiga;
No vazio da minha independência a imortalidade me ludibria;
E novamente tenho que aprender a morrer em lucidez;



Preciso morrer em todo vão momento;
Morrer para mim;
Morrer para meu ego;
Morrer para meus interesses e desejos;
Morrer para a minha vontade medíocre de buscar a reciprocidade;




Almejo enfim amar a morte;
Amar o desapego;
Amar o amor puro sem obrigações;
Amar o amor desinteressado;
E sei que amando minhas pequenas mortes, estarei renunciando o viver vago e a morte inesperada;
Para que no fechar derradeiro de meus olhos, possa eu finalmente parar de Morrer!...





 
A Derradeira Redenção!


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um Simples Motivo!

A amo simplesmente por que a amo;
A amo por que me falta o amor;
A amo por que não sei amar;
A amo por que nada entendo;

Minha dúvida de amar, se retém no amor translúcido de seus olhos;
Um olhar que me leva;
Um olhar que me refrigera;
Um olhar que escalda meu corpo;
Um olhar que revela esse sentido amor, que insiste em te amar;

Sonhos penso já não ter;
Longe de ti, somente o escuro de minha autonomia.
Distante de teu apego, resta-me a dor do tempo;
Sozinho embriago-me com lágrimas de saudade;
Me detenho a entorpecer o meu coração, com o ar gélido que emana todo tempo na sua ausência;

Remediando o que sinto, teu, ser me encanta, me impulsiona;
Brota em mim uma luz, que incandesce meus sentidos, e enobrece a morte de meu olhar;
Quem sabe um dia, este amor me seja real;
Este devaneio me seja lúcido;
E este amor me ame em consciência e não somente em sonhos que insistem em brincar de realidade....

sábado, 9 de julho de 2011

Marasmo do Tempo

O nosso tempo se foi,
A árvore se desfaleceu e a emocionante vida se comprometeu,

Antes se dera por meio da simplicidade,
Ao acaso um sorriso, um minuto boas lembranças,
No fim da tarde, com o vento frio, almas graciosas bradam a alegria de gaia,

O ar se entorpeceu de imundas palavras,
De gélidos abraços,
de olhares fundos,
de sorrisos fúteis,
De almas presas e vidas perdidas,

Ao desdém dos hipócritas, a impetuosa força da ganância, que releva com a vertigem da grandeza, que se faz pura golpeando os ideias do coração....

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Algum Dia!


Penso em tempos diferentes,

Onde o mais importante nem sempre é o que tem mais,

Onde a felicidade é algo abundante,

E a miséria uma doença erradicada há muito tempo, por pessoas que buscaram em vida algo diferente; nem dinheiro; nem poder; mas amor por aqueles que estão em sua volta.

Só si muda o mundo mudando as pessoas, ninguém se transforma sozinho.

Tudo que gera tristeza, começou primeiramente com a ganância de alguns poucos que antes tinham muito, mas não o bastante para serem felizes. Indo então para um outro caminho, esquecendo de sua efemera existência e sendo estes simplesmente iníquos, fazendo valer uma justiça tiranica.

Se ir contra atos errados e injustos é ser louco, serei mais um que pensa diferente; o que falam de mim não me alcançara, serei apenas eu, não imitando os outros que por perto estão, que são imagens criadas para simplesmente “alimentar” o vicio desenfreado de um mundo insensato ligado a pessoas incoerentes, sedentas por controle e um mal perverso; a riqueza material.

Somente o oposto vence, só o contrario esclarece, o diferente muda, o pensamento transforma a alma que um dia se deixou sucumbir, essa reage e altera a visão, modificando o pensar, entendendo o significado da vida, contribuindo para um mundo diferente, onde todos são aquilo que nasceram para ser, encontrando a utópica felicidade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Clamor Inefável

Pai, meu coração está inquieto. Dai -me alguém para amar;
Conduz-me com tua perfeição;
Necessito deste alguém, que pouco a pouco me faça um em ti e único nela.

Pobre sou, fraco me encontro, em letargia minha condição humana se desfalece;

Intacto e inerte em ações; falas frias, falta-me a coragem de teu Amor, e o fogo de teu Espírito;
Pode ser que a vejo, porém não a alcanço;
Palavras que não brotam, sentimentos que se conturbam e idéias que não cessam;

Rogo Pai, que a alcance nesta minha noite escura, que a encontre em meio as brechas de minha humanidade;
Pois "sei em quem coloquei a minha confiança"; Javé Deus; que não me desampara, queima meus desejos impuros e faz renascer o meu verdadeiro anseio que me vem como uma força impensável, uma razão inefável e uma outrora inteligivel da doravante certeza da flora do meu sentido amor;

Por entre meu intimo, já  não mais se elevam palavras, resta-me teu alento;
Busco letras que desconexas se esvaem;
Estruturas que cedem a minha finitude e resfriam minha autonomia;

Clamo por meio de minha existência, de todo meu complexo e de toda minhã ação:
Extintas palavras, levem-me no silêncio a verdade;
Na espera a fortaleza, e na entrega a minha Amada...

domingo, 5 de junho de 2011

Prece

Pai, sinto-me envergonhado, fui egoista ao extremo e desprezei teu filho Jesus que estava nu,

fui infiel e busquei a vaidade esquecendo-me de tua beleza infinda, ama-me por tua perfeição, choro por minha indiferença, clamo que destruas o meu eu, e o muro inconsequente de meus desejos, e arranca-me do altar de egocentrismo que me proclamei, fraco novamente te busco e espero que junto de todas a manhãs possa me deparar contigo na imagem e no reflexo de meu próximo.
 
 
Rogo que o  Espirito Santo transcenda meu corpo e ascenda a chama de Deus em meu coração, chamando me a uma vida nova, que se extingua dela toda a escuridão, queimando minha essência humana imperfeita forjando a santificação da vida, conservando com este Espírito Paraclito a criação no Pai pelo Filho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Espírito ao Relento

Tranqüila e efêmera mente;

O estrondo insentido já se esboça em sua forma humana;

Digno é gaia, sereno é o seu amor e profundo é o seu olhar;

A incerteza impera, o ser se encontra no eu;

A desnutrição da alma é despercebida, sons estranhos são transmitidos por entre valas escuras da aparência;

Rios entre abertos sob a face;

Destilando lágrimas que pesam a justiça não feita;

Por entre estímulos ensandecidos, frutos metafísicos se compõe, formando a arvore do meu “eu”, subjaz o criador;

Relevando o sopro perdido e o elo extenuante do impulso inato;

Recupera-te, controla-se, em tempos furiosos a ira se torna fogo e alma combustível escasso, sombras são fios de incerteza e objeto do medo;

Marejando sentimentos perpétuos os olhos se afogam no fim da pureza e no inicio proclamado da essência do mal;

Há uma luz que brilha incessantemente, que aquece, que floresce, que cura e que inebria, duro caminho este, difícil aceitação;

Prova de fogo que queima mas não fere, que gera lágrimas que se dissipam da tristeza, que embriaga o ser sem a onisciência da autonomia, dor que constrói pontes e implode muros do egocentrismo .



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Domingo da Ressureição (Páscoa)

Domingo de Ressurreição


É chegado o momento caros irmãos. O ápice do ano litúrgico se aproxima, é o aniversário do triunfo de Cristo. No domingo da Ressurreição comemoramos e louvamos a maior alegria já sentida, o desfecho do Drama da Paixão e a felicidade imensa após a dor inconsolável.

Sensações essas que se fundem, pois se referem na história ao evento mais importante de toda a humanidade: a redenção e a libertação do pecado através do filho de Deus. Na carta de São Paulo temos a seguinte afirmação: “Aquele que ressuscitou devolverá a vida a nossos corpos mortais”.

Cristo, ao celebrar a antiga Páscoa, transformou a tradicional comemoração da libertação judaica e deu-lhe um novo sentido, ele não liberta somente um povo, ou até mesmo uma nação, mas sim todo o mundo a quem prepara para o reino dos Céus.

A igreja celebra a proteção que Cristo não cessou nem cessará de dispensar a ela até que Ele mesmo abra as portas da Jerusalém celestial e gire a chave da verdadeira morada. Por meio da Ressurreição, Jesus resgatou e reconciliou o homem, antes caído; depois de sua Paixão e morte na liberdade, mostrou ao mundo a verdade plena; personificou até a última gota de amor, um amor divino cravado na essência humana, que dilata corações e sara feridas invisíveis.

Como não se alegrar pela vitoria daquele que tão injustamente foi levado à condenação, à paixão mais terrível e a morte na cruz?

A Ressurreição vem até nós, revelar a nossa vocação cristã e conseqüentemente a nossa missão: fazê-la próxima de todos os homens. O homem não pode em qualquer hipótese perder a esperança da vitória. Acredita na Ressurreição? A proclama? Crês em sua vocação e missão cristã? Estas são perguntas que devemos nos fazer a todo o momento, pois esta comemoração não é outra coisa senão a purificação total do homem; pois vem em decorrência de dons de plenitude, com a intensa luz do Espírito, e a completa renovação da vida, que transborda paz e alegria. São Paulo demonstrou esta realidade com uma inigualável emoção neste texto: “Se ressuscitastes com Cristo, então vos manifestarei gloriosos com Ele”

Alegrai-vos queridos irmãos, e preparemo-nos para esta incrível realidade da fé cristã, é o senhor Deus que no seu filho Jesus Cristo, vem renascer em todos; que esta fé guie a cada um e transforme o coração de toda humanidade; que possamos enfim nos livrar das alegrias de fachada aprendidas com incoerências mundanas e nos lancemos à vida eterna.

Dagostine

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Brechas Sem Luz

Nesse meu semblante entristecido percebo-me como uma particula incandescente, porém fora dos limites oculares;
Desperto de uma noite intensa, imerso em devaneios incompletos e sensações impotentes, moroso em meu labirinto profundo de idéias racionais que me indicam outro luar e que profanam a austeridade do dia;
Acordado sob o sol, perdido na lucidez de uma caixa eletrônica sobre a mesa, a ausência da clareza dispersa juntamente as falas relevantes de um tempo solitário;
Inconciso rogo a luz, um fio de sua verdade;
Agora sob um véu sociável e desdenhoso meus olhos vagam a sua procura, vejo a sua criação mas minha consciência impede que o perceba;
Relutante meus passos se perdem em abismos emocionais, dias sem vida envolto numa dimensão aquém do próximo, falsamente sinestesias delimitam trilhas idealizadas, que dignificam as impurezas e as escravaturas da alma...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Límpidos Desejos

Espero alcançar a luz que intensifica meu viver;
Tomar em meus braços a necessidade e o vazio de meus amados;

Eu sei que sou fraco e pecador, limitado e imperfeito, mas necessito de sua presença Pai;
Quero te amar inteiramente, sem reservas, sem dúvidas ou meios termos, ser teu, viver em ti e inalar a tua graça que flui dentro de mim;

Busco a ti, espero em ti, e rogo que de mim seja afastado tudo o que mancha minha alma e restringe o meu espírito, lavai-me de meus desejos, de meus pensamentos prepotentes que nada mais são idéias distorcidas de mera iniquidade, de ineptos seres que geram formas inversas de ser;

Tentaçoes que nos vem embrulhadas em papel de presente, em amores irreais, em prazeres momentaneos, em emoções escravizadas e personificadas na indecência inconsequênte de relativizar a moralidade e questionar o indubitável sentido ser.

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


O Jovem e Deus

Deus se faz presente em cada um. Ilumina nossa mente e purifica nosso coração, no entanto nos jovens devemos nos entregar por inteiro, dar o nosso sim a Jesus e a ele elevar todo sentimento e anseio que brota de nosso intimo.
Sendo assim ter Deus como nosso pai; contar as nossas aflições, agradecer, e entrar em sintonia com o mistério de nele estarmos e com ele sermos guiados, seja em momentos difíceis onde a provação deve ser entendida e a ele doada, ou em momentos de alegrias, momentos em que glórias devem ser dadas e louvores entoados devem ser foco de todo nosso entendimento;
“Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9, 36);
Jesus vem a nos com uma proposta. Amor; amar aquele que é próximo, ser amigo em Jesus Cristo; aconchegar em seus braços e inalar a sua graça que se faz intensa no desapego material e no sentimento empenhado em levar a pureza do amor a nossos irmãos;
“E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52).
As atitudes devem ser permeadas pelo Espirito Santo, ouvi-lo em todos os momentos, busca-lo em todas as decisões, e lembrar que ele estará sempre junto a quem o aceitar;
“Não apagueis o Espirito, não desprezeis os dons de profecia, mas examinei tudo e guardai eque for bom” (1 Ts 5, 19).
Por fim; nossos olhos devem enxergar Jesus no outro, seja em um morador de rua, seja em um viciado ou em um amigo, e fazer o bem a estes deve ser o motivo de vivermos pois o que fazemos a eles estamos fazendo a Deus, não-obstante também temos a responsabilidade de procurar ser Jesus para o outro, ser um elo, um caminho, caminho este que deve ser trilhado na humildade, na transparência e na entrega.
“Pois quando estou fraco, então é que sou forte” (2Cor 12, 10). Assim Deus oferece várias possibilidades, basta aguçarmos nossos sentidos e relevar a vida em torno dele, sentir quando o vento nos toca a face e amar quando um irmão bate a porta.

Veja Também:

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Personificação de Um pequeno Devaneio

Agora sei porque vivo muitas vezes na dúvida, a minha mente se foca no real e seguro, enquanto meu coração se arrisca em um sonho quase impossível, mas gratificante quando o esforço posto em prática me trás junto dos raios de sol, um flash de lembrança do seu rosto, e os ventos me fazem sentir a intensidade de seu olhar e a grandeza de seu espírito.

Veja Também:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cupim Capitalista!?















Sinto - me invadir por um desespero culminante;





Sei o que sou, mas ainda penso se serei um dia o mesmo alguém que minha mente almeja;
Sem um fim, sem um entendimento, sem um propósito, o que será o desdém dos poucos?

Mortes que são aperitivos de uma plena estrutura indiferente, de um sistema até um pouco eloquente;


Seu dinheiro me subtrai, sua mente me desvai;
Adquirir o fim por meio de um cupim capitalista?
O sentido se contraria, e a coerência enlouquece;
A música não é mais expressão verdadeira;

O plágio se diz criativo, e o igual inovador, será isto liberdade?

A informação nos vem distorcida, e o entendimento corrompido;
Ideias são arcaicos, bom senso e pureza ignorância e nada mais.

Derradeiramente encaminhamos para a utopia de desvencilhar a simplicidade do intrépido sopro de vida, esses são iminentes insensatos retorcidos pela ganância e reanimados pela volúpia do poder e a impugnação de viver para sempre e não mais ver o firmamento da Obediência