segunda-feira, 13 de junho de 2011

Clamor Inefável

Pai, meu coração está inquieto. Dai -me alguém para amar;
Conduz-me com tua perfeição;
Necessito deste alguém, que pouco a pouco me faça um em ti e único nela.

Pobre sou, fraco me encontro, em letargia minha condição humana se desfalece;

Intacto e inerte em ações; falas frias, falta-me a coragem de teu Amor, e o fogo de teu Espírito;
Pode ser que a vejo, porém não a alcanço;
Palavras que não brotam, sentimentos que se conturbam e idéias que não cessam;

Rogo Pai, que a alcance nesta minha noite escura, que a encontre em meio as brechas de minha humanidade;
Pois "sei em quem coloquei a minha confiança"; Javé Deus; que não me desampara, queima meus desejos impuros e faz renascer o meu verdadeiro anseio que me vem como uma força impensável, uma razão inefável e uma outrora inteligivel da doravante certeza da flora do meu sentido amor;

Por entre meu intimo, já  não mais se elevam palavras, resta-me teu alento;
Busco letras que desconexas se esvaem;
Estruturas que cedem a minha finitude e resfriam minha autonomia;

Clamo por meio de minha existência, de todo meu complexo e de toda minhã ação:
Extintas palavras, levem-me no silêncio a verdade;
Na espera a fortaleza, e na entrega a minha Amada...

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