Morro Constantemente;
Morro todos os dias;
Pequenas mortes que me libertam;
Morro quando me lembro da infinidade dos meus pecados;
Morro quando me vem à incredulidade dos meus pensamentos;
Morro diariamente;
Morro quando meus olhos se fecham para o próximo;
Morro quando minhas idéias impuras se fundem ao meu corpo;
Vivo morrendo!
Em dias de sol, a morte desinteressada é minha amiga;
No vazio da minha independência a imortalidade me ludibria;
E novamente tenho que aprender a morrer em lucidez;
Preciso morrer em todo vão momento;
Morrer para mim;
Morrer para meu ego;
Morrer para meus interesses e desejos;
Morrer para a minha vontade medíocre de buscar a reciprocidade;
Almejo enfim amar a morte;
Amar o desapego;
Amar o amor puro sem obrigações;
Amar o amor desinteressado;
E sei que amando minhas pequenas mortes, estarei renunciando o viver vago e a morte inesperada;
Para que no fechar derradeiro de meus olhos, possa eu finalmente parar de Morrer!...
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| A Derradeira Redenção! |


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