segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Silêncio Inaudito



Nunca a ausência foi tão forte!
O homem caminha rumo ao coração de suas escolhas;
Tanto que fala, nada reconhece;
Tanto que lança, tudo almeja;
Todos os dias cria um céu;
Ao fim de cada pôr-do-sol rejeita e destrona a imensidão infinda;

Num arrebol, num clarão, como se fosse privado do silêncio, ele grita;
Sua voz incendeia o corpo todo;
Seus ouvidos rebelam-se julgando-o insensato;

De frente agora com um coração em brasa;
O som de suas batidas ouve;
Crê no inicio da força que o move;
Escuta no silêncio sinestésico a voz de toda criação;

“Do inicio ao fim, em pé ou prostrado;
Se clamas renegando a ti mesmo,;
O sol será a tua voz e trovão teu amado”

O dia escorre e a noite cala;
Uma máxima da alma: Escute e ore;
O tempo é o silêncio que louva ;
E o homem, a eternidade que chora o abandono!


4 comentários:

  1. Dagostine,
    Muito bom seu blog! O Padre me fala sempre dele. Continue a escrever. É um dom belíssimo.
    Amo a escrita também.
    Deus te abençoe!
    Abraço.

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  2. muito obrigado Lucimara, se Deus quiser tentarei sempre escrever mais e mais,é uma paixão!!
    Deus esteja contigo,
    Paz e bem
    Abraço

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  3. Dagostine,

    É claro que às vezes precisamos de pausas. Elas também são necessárias. Fiquei um tempo sem postar, estou voltando agora... É importante escrevermos sempre mais e mais. É o processo de aprimoramento da arte... Mtas vezes a produção também não sai como a gente espera, mas é a partir daí que chegamos ao que desejamos.
    É uma real tessitura...

    Certa vez postei um texto, do qual retirei este trecho pra compartilhar com vc:

    "Trocar o fio comum por um de qualidade desconhecida e a ele unir uma pitadinha particular de técnica, cria a capacidade de urdir um bonito e diferente tecido apto a revestir até os gostos mais refinados. É a sensibilidade agindo e fazendo a diferença na vida...
    Antes da produção, sempre me encontro perdida em infinitos rascunhos, aqueles a quem aprendi chamar de aprimoramento. Meus esboços ora recebem a ausência de minha criatividade, ora minha ainda pouca habilidade; aos poucos se agregam e constituem a alma da minha criação. São genuinamente origem dos meus pensamentos e sentimentos, que muitas vezes se misturam e geram o inesperado."
    http://www.textos-e-reflexoes.blogspot.com.br/2010/04/sem-titulo.html

    É isso aí, continue!
    Até...

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  4. nossa! sem palavras, engloba todo esse processo árduo e até doloroso, Deus abençoe este seu dom inigualável e inefável, muito obrigado pelas palavras, passo a ver de outro modo esta linda paixão...

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