Peleja esta minha tentar ser grande;Grito chamando o vento em minha direção;
Quero TUDO para mim;
Me vejo sempre antes de TODOS;
Sempre me faço VÍTIMA;
Quando tenho algo, simplesmente de novo anseio;
Falsamente pálido, minto e emudeço as causas;
Todos os dias a divindade me estamina;
Fala-me com um amor inocente, de poucas palavras;
Com um olhar furtivo me aprecia;
Mãos calejadas, tremulantes em tocar meus cabelos;
Um Deus que se faz pequeno junto a mim;
Que sofre comigo perdendo sua essência;
Esvazia-se totalmente, morre para ele mesmo;
Resta somente a MIM, que adormecido em seu aconchego, restauro e ganho forças;
Este é o meu pai, que em minha lembrança se faz um Deus humano;
Lembro-me de seu assovio logo de manha, chamando para o café,
Uma mesa farta consequente do suor de um homem pequenino,
Ele que muito se enfurece mais que aprendeu a ser Jesus na ausência de palavras,
Rogo ao CRIADOR que o proteja, quanto a mim sei que com ele descanso;
Vejo em seu semblante rastros de dor, respingos sólidos de solidão;
Estigmas de uma crucifixão, marcas de sua cruz; a totalidade do seu AMOR;
Visões estas que me encantam; nada mais quero. Teu silêncio e compaixão me bastam;
Teu abraço sem jeito sempre será a personificação do AMOR DIVINO;
Espero que seus olhos marejados purifiquem meu ser;
Que façam de mim minimamente a metade deste Jesus Pai e deste Deus humano;
Que ao fim possa eu beijando a face de meu pai:
Aspirar de tua alma o verdadeiro significado de Amar;
E emergir de mim o Jesus onipotente que brota da FRAQUEZA paterna de meu DEUS.
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