sábado, 29 de dezembro de 2012

O resquício de um povo:


 Fim dos Tempos!?



Eis então que minha lamparina foi ao chão; Anoiteceu!
Somente enxergava o incerto;
Pela janela, tremulante, ouvia as pessoas que falavam estilhaçando as ideias. Era a véspera do acaso;


Indiferente ao fim, optei por delegar aos sonhos minha curiosidade;

Nos sonhos, via um povo central ,que teciam datas como se fossem redes;

Inauguravam os dias com profecias, clamavam aos ventos por um fim!
Em vigília, a possibilidade da destruição deixa de assustar, todos que ouço, falam do fim de um mundo bizarro, engraçado, debocham inúmeras vezes, vinte e uma para ser pontual;

Tenho tentado o equilíbrio dos pensamentos, buscado sentir o que a apreensão laboriosa quer mostrar;

Talvez o fim, seja limiar da esperança de um povo esquecido;
De uma civilização afoita por vida;
De homens e mulheres marcados pelo tempo que declina;
Têm a esperança em nossos dias;
Suas cicatrizes regressam junto da humanidade;

São enfim lembrados!

O que se cumpre, a existência almeja, é então o corpo que proclama:
“No dia de amanha retornaremos”

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Quem é o dono da Chuva?


Eu escolho o silêncio,
Deixei de lado o orgulho e a revolta,
Prefiro este calar,  
Optei pelos gritos de minha alma,
Fecho os olhos e afugento minha surdez,

Ouço orquestras, discursos incertos e raciocínios ilógicos,
Clamores que secam minha vontade,
Ideias que inutilizam meus atos,

Que será esta sinfonia por entre meus pensamentos?
Sempre busquei o silêncio, tenho o do mundo!
Dentro de mim nunca me calo,
Penso em águas, em diademas e quimeras,

Olho tudo ao redor, vejo o que atrai e o que distrai,
Sou traído pelo vazio de minhas palavras, vejo rápido demais,
Demoro-me em refletir, cansado de olhos, recupero-me no escuro,
No cerne, novamente o carnaval,

O que será? o que vira? E  como ser?
Se eu pudesse virar o silêncio!?
Ah quão bom isso seria! Estas palavras me viriam como brisa,
Estas letras deixaram de ser, ouviria a noite e o belo,

Com leveza e bem devagar para o próximo me curvaria,
Preciso me conter;
Aquietai-vos silêncio que não me queres!
Para que o céu?

Questionamentos suaves que se completam;
Plena vida que escorre de perguntas simples,
Me vem uma questão, fecho os olhos,
Deixo -me  embriagar com o firmamento que escorre em gotas,
Mas afinal quem é o dono da chuva?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Silêncio Inaudito



Nunca a ausência foi tão forte!
O homem caminha rumo ao coração de suas escolhas;
Tanto que fala, nada reconhece;
Tanto que lança, tudo almeja;
Todos os dias cria um céu;
Ao fim de cada pôr-do-sol rejeita e destrona a imensidão infinda;

Num arrebol, num clarão, como se fosse privado do silêncio, ele grita;
Sua voz incendeia o corpo todo;
Seus ouvidos rebelam-se julgando-o insensato;

De frente agora com um coração em brasa;
O som de suas batidas ouve;
Crê no inicio da força que o move;
Escuta no silêncio sinestésico a voz de toda criação;

“Do inicio ao fim, em pé ou prostrado;
Se clamas renegando a ti mesmo,;
O sol será a tua voz e trovão teu amado”

O dia escorre e a noite cala;
Uma máxima da alma: Escute e ore;
O tempo é o silêncio que louva ;
E o homem, a eternidade que chora o abandono!


sábado, 11 de agosto de 2012

Num olhar um Pai, num Sorriso meu TUDO

Peleja esta minha tentar ser grande;
Grito chamando o vento em minha direção;
Quero TUDO para mim;
Me vejo sempre antes de TODOS;


Sempre me faço VÍTIMA;
Quando tenho algo, simplesmente de novo anseio;
Falsamente pálido, minto e emudeço as causas;


Todos os dias a divindade me estamina;
Fala-me com um amor inocente, de poucas palavras;
Com um olhar furtivo me aprecia;
Mãos calejadas, tremulantes em tocar meus cabelos;

Um Deus que se faz pequeno junto a mim;
Que sofre comigo perdendo sua essência;
Esvazia-se totalmente, morre para ele mesmo;
Resta somente a MIM, que adormecido em seu aconchego, restauro e ganho forças;

Este é o meu pai, que em minha lembrança se faz um Deus humano;
Lembro-me de seu assovio logo de manha, chamando para o café,
Uma mesa farta consequente do suor de um homem pequenino,
Ele que muito se enfurece mais que aprendeu a ser Jesus na ausência de palavras,

Rogo ao CRIADOR que o proteja, quanto a mim sei que com ele descanso;
Vejo em seu semblante rastros de dor, respingos sólidos de solidão;
Estigmas de uma crucifixão, marcas de sua cruz; a totalidade do seu AMOR;
Visões estas que me encantam; nada mais quero. Teu silêncio e compaixão me bastam;

Teu abraço sem jeito sempre será a personificação do AMOR DIVINO;
Espero que seus olhos marejados purifiquem meu ser;
Que façam de mim minimamente a metade deste Jesus Pai e deste Deus humano;
Que ao fim possa eu beijando a face de meu pai:
Aspirar de tua alma o verdadeiro significado de Amar;
E emergir de mim o Jesus onipotente que brota da FRAQUEZA paterna de meu DEUS.


sábado, 14 de julho de 2012

Ore Comigo



Há muito busco encontrar minha oração;
Um misto de palavras que se expandem até a alma e apaziguam o corpo...;

Caro amigo (a) quero lhe falar;
Prometo estar junto a ti;
Pedir o teu perdão e ao altíssimo me prostrar;
Meu (minha) amado (a) tenho descoberto que minha oração está em teu olhar.

Porém no meu silêncio notei que a perfeição das palavras que busco inexistem;

Tão somente o poder da graça acalenta e cura quando me conecto ao teu coração;

Quero em ti me retirar;
E nos dias que a oração faltar, então nem justiça e guerra bastará;
Quero estar com Cristo;
Estar ao teu lado e me enclausurar numa amizade eterna;
Que nossas vidas não se saturem com este mundo;
Mas que simplesmente flutuem na graça;
Quero estar ao teu lado!

Somente peço, ore comigo!!!

"porque pela graça sois salvos, por meio da fé"

Efésios 2, 5 quando estávamos mortos em consequencia de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - e por GRAÇA que fostes salvos!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Introspecção Hermética



Como emancipar uma alma? Perguntei a Trimegisto;
Disse - me calmamente:
- Não se emancipa, se transmuta; TUDO é um!
- O que esta acima, esta abaixo;
- O que pende, declina para ambos os lados;
- Para a alma basta os sentidos!

Não entendo este infimo inquietante, quais são estes que dizes?
- Sentir a fé, sentir o que não vem e os sentidos de um caminho!

Para mim basta meu estado, minha aura que é branda e meus olhos que abstraem!
- Se queres ser perfeito purifique os elementos! Ainda que adormeças, fite a luz;

- A você cabe ser o que sente em solidão e o que te espera;
- Porém estagnado que és, teu próximo que é espelho de tais emoções desfalecerá;
- Como vives, também vive aquele que te vê;
- Porém morrendo para si, continuaras a existir!

- Seja por si só a quintessencia!
- Somente um homem esmerado se depara com o furor inefavel da criação!

- Numa alegoria o Grande Arcano corta junto do vento as dimensões; És Incriavel!

- TODOS gozam de um mesmo labor;
- São filhos do SOL e da LUA!
- A Grande OBRA que deseja busque na palavra na clausura e na aridez desta TERRA que há de nutri-lo eternamente!

- Apenas feche os olhos e peça: "Oh elemento grandiso e DOM sem par, afronte meus sentidos e rebele-se em todo meu ser"


"Assim sonhou a centelha do UNIVERSO"




sábado, 28 de abril de 2012

Imanência

                                                                                 


"Eis que farei de ti um terror pra ti mesmo"¹

Ouvi então um canto que rompeu minha limitação:
"Esta indecência monótona e este olhar lascivo não serão mais o que te formam;
Abri então teus sentidos, afugenta esta surdez que te afasta do outro."

Assombra-me oh luz sem fim!

Por que clamo intempestivamente?
Por que foges do meu pensamento em áridos movimentos?
Sois mais forte do que tua criatura;
Necessito deste amparo. Sonda-me!;

Ainda que eu não saiba quem és, noto tua face por entre os polos,
sinto teu cheiro e ouço tua voz que transcendentalmente imanta o sublime  !
Como emudecer os trovões que te formam e os cantos que te louvam?

Contudo neste vazio tão limiar perco tua visão. Faço-me cinza!
Cego que fico perco meus dias e amedronto meu âmago!
Trazei a mim o escuro, o silencio e o escarnio.


Nesta iliada faço dos ares mensageiro;
Como "ninguém" fujo por ti, sem nome e sem afeição;
Perdendo-me como ulisses, nesta metafisica apodreço;
Sabendo que és o fim, descubro tua origem! Oh morte reanima-me;

Neste combate de dores infindas, tens me mantido;
E Com teu sangue de beleza ígnea me curado;
Suplanto todo meu ser!
Aonde irei sem ti, se és comigo deste o ventre de minha EVA?

O coração de minhas razões a ti devolvo;
Na mansidão de gaia sofro contigo;
Quando então impávido queimarei meu TUDO e beijarei os átrios de meu Ômega?





¹ Livro de Jeremias capitulo 20, versículo 4




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Do amor ao Nórdico"

Do que vier farei essência;
Do que sou farei pouco;
Do silenciar resta atentar;
Do tempo que ainda não sei, os segundos por vir gemerão;

Pelos dias que hoje me fazem serei um traidor;
Pelas lembranças puras, farei de mim um templo;
Pois quando penso em lágrimas, minha alma retrocede;
Seja esta alusão falsa, seja este sentir impróprio. Calo por ti!

Quero mais do que sei, muito além daquilo que espero;
Não sei como resisti ao tempo, dias que seguem ritmos tão desdenhosos;
Eu quero, eu preciso, sou egoísta a ponto de amar a ti unicamente;
Quem sabe meio moroso em crer no angélico;


Querido frio és o que me sustenta;
Amada dor tu és o que me afasta do sofrer;
Irmã noite agradeço por cobrir com serenidade o calor de uma ferida;
Indecorosa vida enquanto puder mostre -me o pior, pois de ti já sei o que quero;

Sei que teu amor é plausível;
Vejo a ti longe,bem além do  helenístico tempo;
No furor da batalha reconheço passo a passo a redenção;
Que meus ossos possam não ceder ao fraco pensamento;

Mesmo no fim se eu ainda não a merecer;
Levarei tudo que me resta de ti;
Se esse amor não foi meu, quero apenas calar;
Acácia minha és para a mãe morte o motivo que a faz vagar;
Nórdica Freyja perdoe a fraqueza de minha queda!!!