A minha fé comprova a minha existência;
Vivo porque sei de sua essência;
Tal força que me arrebata e que me conduz;
Sinto o paradoxo da imortalidade/
Vejo me junto a ti e em seus braços repouso.
Andei longe;
Fiz de sinais de esperança meros acontecimentos sem significados;
Do vento que me resfria;
Do sol que me aquece;
Dos pássaros que me alegram;
Da chuva que me dá de beber;
Das flores que me fazem sentir;
De um amigo que me consola;
E de um Deus que ainda vive nas pequenas coisas:
Que renasce a cada manhã (sol);
Que visita todos as faces e as toca soprando energia (vento);
Que gera serenos cânticos que cativam a mente e compadecem os corações (pássaros);
Que leva aos confins todas as impurezas (chuvas);
Que espalha e emana doces perfumes que faz nos sentira paz da inocência (flores);
Que nos aquece com um braço e nos ama se precedentes
Enfim respiro atônito a graça que se faz presente no espaço infinito;
Inalo a pureza de um ser e transcendo o meu espírito;
Alcançando o ápice da fé;
A presença real do altíssimo e o êxtase vertiginoso de estar junto do onipotente, e ser amado em sua ternura inabalável.
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