terça-feira, 16 de novembro de 2010

Síndrome do Pessimismo

Uma visão paranóica que ofusca a verdade de nosso destino;
Fechamos nossos olhos, interrompemos nossa consciência, e falamos ao outro o que nos é de rápido alivio;

O preconceito e a injustiça sempre existirão, todavia o homem é o senhor de sua escolha;
Impotentes serão os olhos de um ser ocioso que reage com plenas palavras e venustos discursos, verá passando defronte a eles rios de escolhas, ondas pragmáticas de resposta e vulcões de oportunidades que seguem e expelem letargicamente lavas incandescentes de idéias sensatas e passiveis de mudanças.

Real Presença

Soube de Algo intrigante, encantei-me por ser um e viver em ti;
Sereno sem saber o motivo, aliviado sem questionar o que fizera relaxar;
Somente o firmamento, que em sua grandeza se torna infinito, impassível de entendimento humano;
Pragmático caminho destinado, matizes inebriantes e sons que transcendem a coerência de um ser racional;


Palpitando sentimentos, relevando minhas emoções a par de minha razão;
Imerso em devaneios tão distante como a lua e tão intenso como o sol. Real Presença de espírito, inegável fixação do espírito junto ao natural;
Quem vem como presságio intermitente de uma vida que resulta em ser como chuvas de convecção: Passageira

Pequenas Coisas

A minha fé comprova a minha existência;
Vivo porque sei de sua essência;
Tal força que me arrebata e que me conduz;
Sinto o paradoxo da imortalidade/
Vejo me junto a ti e em seus braços repouso.

Andei longe;
Fiz de sinais de esperança meros acontecimentos sem significados;
Do vento que me resfria;
Do sol que me aquece;
Dos pássaros que me alegram;
Da chuva que me dá de beber;
Das flores que me fazem sentir;
De um amigo que me consola;
E de um Deus que ainda vive nas pequenas coisas:

Que renasce a cada manhã (sol);
Que visita todos as faces e as toca soprando energia (vento);
Que gera serenos cânticos que cativam a mente e compadecem os corações (pássaros);
Que leva aos confins todas as impurezas (chuvas);
Que espalha e emana doces perfumes que faz nos sentira paz da inocência (flores);
Que nos aquece com um braço e nos ama se precedentes

Enfim respiro atônito a graça que se faz presente no espaço infinito;
Inalo a pureza de um ser e transcendo o meu espírito;
Alcançando o ápice da fé;
A presença real do altíssimo e o êxtase vertiginoso de estar junto do onipotente, e ser amado em sua ternura inabalável.


O Paradoxo do Tempo


O amanha é minha cura esqueço de minhas angústias,
Vivo do pretérito de minhas escolhas,
Sinto a nostalgia do que há por vir e prevejo a letargia do que passou despercebido.

Com a sombra de um fato;
Trilho a inconseqüência, num destino imutável;
Navego por rios sensatos em ondas cerebrais;
Despejo a minha essência em uma fôrma de mesmice;
Trago a insuficiência de um mundo ocioso;
Me vejo perpetuando a história de uma alma.

Com o sol refletindo minhas orações, a estrela de Davi conecta o chão sob meus pés ao firmamento inexplicável, atemporal e venusto;
Dilatando minhas pupilas, transcendendo meu espírito, inebriando minha razão e purificando o meu coração;
A presença real do Leão de Judá que intensifica minha essência e preenche-me com tua graças arrebatadora, se faz personificado e intrinsecamente cravado em minha alma;
Que anseia por tua presença e se faz concreta como o fenômeno de uma manhã e o mistério das estrelas que engrandecem o mundo perante as sombras.