quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um Respingo de Deus

Na fonte serena da mente, vivemos em conflito, almejamos, esperamos e nos desesperamos;
Não obstante é sentido um vazio profundo em meio a inúmeras pessoas, idéias impostas e atitudes permeadas por inseguranças. É proposto algo mais intenso e conformador, que se releva quandoa dor é entendida, a provação aceita e a JESUS doado todo sentimento.


Dor transformada em silêncio, em escassez de desejos, em entrega sem conhecimento profundo;
Por fim sensação de preenchimento, e um único caminho que vem com a aurora resplandescente do amor, da fé gerada pelo desapego, o inebriante olhar de uma flor, de uma brisa refrescante, e a consequência da simplicidade empenhada na desistência de nosso "ser" e o nascimento de Jesus em nosso irmão.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Síndrome do Pessimismo

Uma visão paranóica que ofusca a verdade de nosso destino;
Fechamos nossos olhos, interrompemos nossa consciência, e falamos ao outro o que nos é de rápido alivio;

O preconceito e a injustiça sempre existirão, todavia o homem é o senhor de sua escolha;
Impotentes serão os olhos de um ser ocioso que reage com plenas palavras e venustos discursos, verá passando defronte a eles rios de escolhas, ondas pragmáticas de resposta e vulcões de oportunidades que seguem e expelem letargicamente lavas incandescentes de idéias sensatas e passiveis de mudanças.

Real Presença

Soube de Algo intrigante, encantei-me por ser um e viver em ti;
Sereno sem saber o motivo, aliviado sem questionar o que fizera relaxar;
Somente o firmamento, que em sua grandeza se torna infinito, impassível de entendimento humano;
Pragmático caminho destinado, matizes inebriantes e sons que transcendem a coerência de um ser racional;


Palpitando sentimentos, relevando minhas emoções a par de minha razão;
Imerso em devaneios tão distante como a lua e tão intenso como o sol. Real Presença de espírito, inegável fixação do espírito junto ao natural;
Quem vem como presságio intermitente de uma vida que resulta em ser como chuvas de convecção: Passageira

Pequenas Coisas

A minha fé comprova a minha existência;
Vivo porque sei de sua essência;
Tal força que me arrebata e que me conduz;
Sinto o paradoxo da imortalidade/
Vejo me junto a ti e em seus braços repouso.

Andei longe;
Fiz de sinais de esperança meros acontecimentos sem significados;
Do vento que me resfria;
Do sol que me aquece;
Dos pássaros que me alegram;
Da chuva que me dá de beber;
Das flores que me fazem sentir;
De um amigo que me consola;
E de um Deus que ainda vive nas pequenas coisas:

Que renasce a cada manhã (sol);
Que visita todos as faces e as toca soprando energia (vento);
Que gera serenos cânticos que cativam a mente e compadecem os corações (pássaros);
Que leva aos confins todas as impurezas (chuvas);
Que espalha e emana doces perfumes que faz nos sentira paz da inocência (flores);
Que nos aquece com um braço e nos ama se precedentes

Enfim respiro atônito a graça que se faz presente no espaço infinito;
Inalo a pureza de um ser e transcendo o meu espírito;
Alcançando o ápice da fé;
A presença real do altíssimo e o êxtase vertiginoso de estar junto do onipotente, e ser amado em sua ternura inabalável.


O Paradoxo do Tempo


O amanha é minha cura esqueço de minhas angústias,
Vivo do pretérito de minhas escolhas,
Sinto a nostalgia do que há por vir e prevejo a letargia do que passou despercebido.

Com a sombra de um fato;
Trilho a inconseqüência, num destino imutável;
Navego por rios sensatos em ondas cerebrais;
Despejo a minha essência em uma fôrma de mesmice;
Trago a insuficiência de um mundo ocioso;
Me vejo perpetuando a história de uma alma.

Com o sol refletindo minhas orações, a estrela de Davi conecta o chão sob meus pés ao firmamento inexplicável, atemporal e venusto;
Dilatando minhas pupilas, transcendendo meu espírito, inebriando minha razão e purificando o meu coração;
A presença real do Leão de Judá que intensifica minha essência e preenche-me com tua graças arrebatadora, se faz personificado e intrinsecamente cravado em minha alma;
Que anseia por tua presença e se faz concreta como o fenômeno de uma manhã e o mistério das estrelas que engrandecem o mundo perante as sombras.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cientista prova a existência de Deus e ganha prêmio

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Keller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

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Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.

Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.

Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

A caminho do céu

Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.

Fonte: Notícias Cristãs

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Flashes de Lucidez

"Sem Dúvida vivemos,

Mas com pretensão sobrevivemos,

Ao lado de que sou esta a ilusão de ser outro alguém.

Sendo o amanhã distante e a outrora penetrante,

Estarei reavivado mesmo estando fadigado com a insolência intolerante das pessoas discrentes,

e pouco estaminadas que pensam ser o cúmulo da lógica e do real,

Enquanto suas imagens se desfalecem perante IAWEH que é o perseverante, concreto e verdadeiro caminho coerente no mundo logico mas inconsequente das mentes sombrias, nefastas e incrêdulas." (Dagostine)



Toda Política é questionável!

Mas toda ação ou decisão errada é dada por alguém que se diz

Impotente!?





A Questão não é falar, nem pensar,

A questão é pensar em falar,

Mesmo sabendo que esse pensamento ira te levar a controvérsia

Da espontaneidade.





A ilusão de pensar em algo acima do estimado,

Transforma o pensamento no derradeiro sopro da vida,

Iludindo o inconsciente e elevando a ilusão de viver eternamente!





A loucura esta no pensamento dos que não tem o que o pensar,

Criticando e afirmando que as idéias são débeis e psicóticas

Enquanto sua individualidade e sua liberdade de inventar

Tornam-se escassas e se extinguem lentamente.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Alquimia

Alquimia



De acordo com especialistas, alquimia é o nome da química praticada na Idade Média, que se baseava na idéia de que todos os metais evoluem até virar ouro. Os alquimistas tentavam acelerar esse processo em laboratório, por meio de experimentos com fogo, água, terra e ar (os quatro elementos), empenhados principalmente na descoberta de uma "pedra filosofal", capaz de transformar tudo em ouro.

Os alquimistas eram vistos como pessoas de hábitos estranhos - por exemplo, passar horas e horas contemplando uma planta. Mas a simples observação da natureza parece tê-los feito perceber o que hoje reza a física quântica: tudo no universo está interligado. O médico suíço Philippus Paracelsus (1493-1541), por exemplo, ficou famoso por curar as pessoas a partir dessa visão holística.

Ele recorria a conceitos da alquimia, como o de que o sal, o mercúrio e o enxofre estão presentes em tudo o que existe, inclusive dentro do homem.

Hoje, a antroposofia, ciência espiritual que influencia diversas escolas do conhecimento, faz analogia entre os princípios alquímicos e as forças básicas atuantes na alma humana: o pensar (sal), o sentir (mercúrio) e o querer (enxofre). Para Ivan Stratievsky, médico e cirurgião antroposófico, o ouro alquímico, por exemplo, nada mais é que o self, o verdadeiro Eu. "Para chegarmos lá", diz ele, "precisamos lidar com as polaridades internas, pensando, sentindo e querendo de maneira equilibrada."

SI


Precursora da química e da medicina, foi a ciência principal da Idade Média. A busca da pedra filosofal e da capacidade de transmutação dos metais, incluía não só as experiências químicas, mas também uma série de rituais. A filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como partes de Cabala e da Magia.

A magia é a primeira das ciências e a mais caluniada de todas, porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas.

A Alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas operações.

Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram seus objetivos.

A alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a astrologia e a matemática. Os escritos alquímicos, constituíam-se muitas vezes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo hermético ( fechada), acessível apenas para os iniciados.

A palavra alquimia, do árabe, al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química, antigamente designada por espargiria, não é a que atualmente conhecemos, mas sim, uma química transcendental e espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe, designa Ser supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa desde os tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.

A alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma arte prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias relativas à constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas, etc.

Para um alquimista, a matéria é composta por três princípios fundamentais, Enxofre, Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em diversas proporções, para formar novos corpos.

No dizer de Roger Bacon, no Espelho da Alquimia, «...A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma certa medicina ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais imperfeitos, lhe comunica a perfeição...»

A alquimia operativa, aplicação direta da alquimia teórica, é a procura da pedra filosofal. Ela reveste-se de dois aspectos principais: a medicina universal e a transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da outra.

Um alquimista, normalmente, era também um médico, filósofo e astrólogo, tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e tantos outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas de verdadeiras.

Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe os seus conhecimentos. Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos tempos, transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada, por meio de alegorias, símbolos ou figuras.

É isto que dificulta o estudo da alquimia, porque esses símbolos e figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e atualmente ainda é, deixado à obra e imaginação dos seus autores.

A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida.

O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho.

A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

A Alquimia é uma Arte que se utiliza de grande número de símbolos, e por isso mesmo muitas vezes há referencias a ela com o nome de Ars Symbollica. O grande símbolo da Alquimia é a borboleta, por causa do efeito da metamorfose. Um dos símbolos que mais aparecem nos trabalhos de Alquimia é a figura do hermafrodita, ou andrógino.

www.misteriosantigos.com



O uso das vibrações na transmutação

Os alquimistas são os "filósofos da matéria" e têm por objetivo atingir a compreensão da natureza e dominar (conhecer) suas leis, sendo hoje chamada a alquimia de "a arte de alterar ou utilizar as vibrações".

Na concepção alquímica, o Universo originou-se de uma substância única, indiferenciada (matéria prima ou quintessência), a qual polarizou-se em princípios ativo e passivo, derivando daí o mundo manifesto.

Este azoth alquímico corresponde ao conceito ocultista da luz astral (o mesmo veículo ao qual se referem os médiuns que lidam com cura espiritual ou materializações).

A alquimia surgiu provavelmente no Egito, como sugere a raiz grega do nome (khemia = transmutação, fusão, mistura) e corresponde ao nome copta do Egito (Khem= terra negra), segundo Plutarco. Os árabes (que invadiram o Egito em 640), incorporaram esse vocábulo na forma Al-Kimiya (transformação através de Alá).

O fundador mítico da filosofia alquímica é o egípcio Hermes Trismegistos (associado ao deus Toth), mas a lenda cristã a atribui aos anjos, que ensinaram os segredos da natureza a alguns homens ao apaixonarem-se pelas mulheres terrenas.

São quatro os postulados básicos da alquimia:

1)- A unidade do princípio material (matéria prima primordial);

2)- Evolução da matéria ( todos os elementos são radioativos, uns mais outros menos, de forma que ao longo de milhões de anos, mesmos os átomos considerados estáveis, sofrem transformações análogas à dos elementos instáveis);

3)- Os elementos químicos representam estados de evolução (sendo o ouro o mais perfeito);

4)- A transformação é o resultado de uma evolução natural ainda desconhecida do homem, a qual é possível reproduzir em laboratório, sendo este trabalho ao mesmo tempo espiritual e material (ora et labora = reza e trabalha; de onde vem a palavra laboratório = labor + oratório).

Segundo Frater Albertus, "ervas, animais e metais – tudo cresce a partir da semente". Esta "semente" é denominada spiritus ou astra.

Os metais, como seres vivos, podem estar sujeitos a doenças diversas, como comprovam alguns experientes radiestesistas ou radiônicos, inclusive eles podem até 'morrer', e geralmente os metais que empregamos estão realmente mortos, uma vez que perderam seu spiritus.

O uso de alguns destes metais 'adoecidos' ou de ligas metálicas cuja combinação se origina de metais de caráteres diversos, pode precipitar o surgimento de diversos males.

Segundo a filosofia alquímica e os princípios da magia, os sete metais planetários são os que mais acumulam spiritus de natureza análoga à "influência" planetária correspondente. Eles apresentam um ritmo energético oscilante, de acordo com a posição do astro a ele associado (é o "biorritmo" do metal).

Como o próprio Hahnemann (fundador da homeopatia) comprovou, as coisas que são de alguma maneira semelhantes na natureza de suas vibrações características têm afinidade entre si. Isto é conhecido como "Princípio das Correspondências ou Concordâncias".

Os florais e a homeopatia baseiam-se em princípios elementares da alquimia herbácea (alquimia vegetal, que compõe a "Pequena Circulação", em contraposição à alquimia mineral ou "Grande Circulação"). Em ambos os casos, o princípio ativo é a quintessência dos elementos impregnada num catalisador (água ou álcool).

A alquimia é, antes de mais nada, um sistema de autotransformação. O caminho é ao mesmo tempo espiritual e material. Existem duas vias para o pesquisador:

a via úmida e a via seca (ou a do sábio e do filósofo). Uma é mais rápida do que a outra; no entanto, é muito mais arriscada.

A transmutação ocorre livre na natureza e intriga diversos pesquisadores: como é possível que uma galinha, cuja ração é absolutamente carente de cálcio, possa gerar ovos, sabendo-se que a descalcificação de seus ossos não responde o suficiente para o processo? Como um pinto recém-nascido pode ter mais cálcio do que a gema que o gerou?

Estes e muitos outros mistérios serão esclarecidos no dia em que o homem se debruçar sobre o conhecimento antigo, sem preconceitos, e estudá-los com afinco, como nos diz Fritjof Cappra ("O Tao da Física")...



Alkaest

O verdadeiro alquimista sabia que o objetivo da Arte Real não era transmutação dos metais : era a transmutação do próprio alquimista. Mas a tradição diz que o alquimista visava algumas descobertas, dentre as quais cito algumas, como por exemplo:

A descoberta da Pedra Filosofal, que transforma metais em ouro;

A descoberta do Elixir da Longa Vida;

A descoberta da Panacéia Universal, que cura todas as doenças;

A descoberta do Alkaest, um ácido que dissolve qualquer matéria.

A respeito do Alkaest, uma curiosidade é que muitos alquimistas realmente tentavam descobri-lo, mas só depois de muito tempo alguém pensou melhor e chegou-se à conclusão de que não se poderia fazê-lo, porquê, se o Alkaest dissolveria qualquer substância, onde iriam guardá-lo?

Se existisse um recipiente capaz de contê-lo então não seria o Alkaest, que por definição é um solvente universal. Assim, na Idade Média, entre os alquimistas mandar alguém ir descobrir o Alkaest tinha o mesmo significado que hoje teria mandar alguém ir plantar batatas, era uma anedota.


Algumas considerações

Temos lido diversas opiniões acerca da ciência de Hermes que nós todos tanto amamos.

Como é natural e óbvio, cada um tem o seu ponto de vista diferente, alguns coincidentes mas a maior parte, generalizando sem focar diretamente objetivos bem definidos sobre alquimia prática embrenhando-se na alquimia especulativa por vezes dita "filosófica".

Não queremos de forma alguma ser pretensiosos mas gostaríamos de dar a nossa modesta opinião sobre este assunto tão polémico, respeitando a opinião dos outros como é apanágio da nossa tradição.

Dizem os antigos tratados que alquimia em árabe "Al-khimia" tem o mesmo significado que hoje damos à química (nós diríamos espagíria) só que esta "química" é uma química espiritualista e transcendental. Al em árabe significa Ser Supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. Portanto o termo alquimia, designa desde os tempos mais remotos, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.

Os nossos antigos Mestres no seus tratados invocavam sempre a ajuda divina como por exemplo, Alberto o Grande, (1193-1280) no prefácio do seu livro o Composto dos Compostos:

«Não ocultarei uma ciência que me foi revelada pela graça de Deus...» Mais adiante no Capítulo IV, Da Sublimação do Mercúrio: «Em nome do Senhor, procura uma libra de mercúrio puro proveniente da mina.»

Também Raimundo Lúlio, (1235-1315) no seu livro a Clavícula, diz: «Por isso, com a ajuda e permissão do Altíssimo, que se aprazeu em revelar-me a Grande Obra, falarei aqui da Arte sem nenhuma ficção.»

Flamel no seu livro o Breviário ou Testamento (1414) também recomenda ao seu sobrinho o seguinte:

«Por isso, não te esqueças de rogar a Deus que te dispense entendimento de razão, de verdade e natureza...»

Até Filaleto (1645) diz:...«certamente a minha pena hesitou frequentemente em escrever tudo desejoso que estava de esconder a verdade sob zelosa máscara, mas Deus me constrangia e não pude resistir-lhe a Ele, único que conhece os corações..»

Nessa época, a Igreja e a fé em Deus incutida por ela tinha muita influência na vivência das pessoas e disso é um triste exemplo o da Inquisição para aqueles que a não professassem. Os profanos que praticavam a alquimia foram perseguidos e, por isso, a maioria dos tratados que hoje conhecemos foram escritos sob pseudónimo para se protegerem.

Há muitos mestres clássicos, contemporâneos e modernos que não fazem qualquer referência nas suas obras à ajuda divina. Hoje, em pleno final do século XX, a alquimia terá de ser encarada sob um prisma diferente embora respeitando a tradição.

Atualmente, tem-se procurado compreender o fenômeno alquímico porquê o modus operandi engloba processos químicos (espagíricos) mas, enquanto na química a reacção entre um sal e um ácido feita em condições semelhantes dá sempre o mesmo resultado, em alquimia, em certas operações não se verifica o mesmo. É aqui que reside a distinção que, presentemente, alguns não aceitam porque sob o ponto de vista da ciência oficial (química) isso não tem lógica alguma.

Consta que Roger Caro, um grande alquimista moderno já falecido, fez a seguinte experiência de uma operação alquímica (Via de Kamala-Jnana) com dois dos seus discípulos. Colocou as mesmas matérias e o fogo secreto em três matrases diferentes devidamente selados.

Entregou um matrás a cada um dos seus discípulos ficando ele com o outro. Iniciaram todos ao mesmo tempo a operação SOLVE. No matrás de Roger Caro a reação exotérmica natural e instantânea (cerca de 400 graus) necessária à sublimação das matérias deu-se imediatamente e no matrás dos discípulos a temperatura ficou-se pelos 80 graus!

Isto leva-nos a concluir que a "bioenergia" do próprio operador poderia ter influência na reação química natural entre as matérias. Nós fizemos por várias vezes a mesma operação com matérias canônicas e também não conseguimos ultrapassar os 80 graus!

Os nossos Mestres dizem que a alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da Natureza o que, actualmente, não é fácil compreender e mais ainda fazer. Que poderemos nós entender por ajuda da Natureza?

Sabemos pelos antigos tratados que, normalmente, uma obra alquímica era iniciada na Primavera (na Europa) e, também, é nessa estação do ano se recolhe o orvalho e se deliquescem os sais empregados como fogo secreto em algumas obras, porquê nesta estação do ano a atmosfera é abundante em Espírito Universal.

Infelizmente, até agora, em nenhum tratado alquímico que conhecemos encontramos uma definição exata do que os antigos Mestres entendiam por espírito universal e a ajuda da Natureza.

Sabemos também, que a luz polarizada da Lua nas noites de Lua cheia, tem influência na recolha de orvalho e o satura do tal espírito universal. Esse orvalho é por excelência, o veículo para tratar os sais empregados na alquimia.

Há algum tempo atrás tivemos uma "discussão" acerca da importância que a astrologia teria na alquimia. Nós entendíamos que ela tinha alguma importância e citamos o que acima dissemos.

Na ocasião, alguns "astrólogos" do forum contestaram afirmando que a astrologia tinha uma importância fundamental na alquimia operativa e interpretativa, desmultiplicando-se em exemplos astrológicos teóricos e conjunções planetárias citando, inclusivamente como exemplo disso algumas figuras de Abraão o Judeu, etc.

Para lhes provar que não era exatamente o que afirmavam, enviamos ao fórum a primeira figura do Speculum Veritatis de Filaleto, para ser interpretada astrologicamente. Apenas um "astrólogo" fez uma interpretação que ficou muito além do real significado alquímico que ela representava, confirmando-se assim, a minha afirmação.

Depois disso descrevemos simbolicamente a Primeira e a Quarta Lâminas de Abraham o Judeu onde na nossa fundamentada opinião, são apenas designadas simbolicamente matérias inerentes às operações descritas sem nenhuma referência astrológica visível.

Por isso caros amigos, não nos dispersemos em discussões filosóficas e interpretações irrealistas do que é a alquimia, porque sendo ela uma técnica operativa é a aplicação direta da alquimia teórica que conduz à procura da Pedra Filosofal ou Medicina Universal.

Já tivemos ocasião de divulgar a nossa opinião baseada na dos Grandes Mestres acerca da Pedra Filosofal e da Medicina Universal e, por isso será desnecessário repetí-lo.

É certo que determinadas matérias e operações alquímicas não deverão, por tradição, ser discutidas num fórum. Mas, tendo em conta que alguns dos Grandes Mestres descreveram caridosamente as suas obras em linguagem clara para a época como Flamel, Valentim, Alberto e outros, porque nós, não o poderemos fazer nessa mesma linguagem?

Alguns dirão, e com certa razão, porque fazemos esta observação quando nós escrevemos frequentemente textos sobre espagíria? A principal razão é que a espagíria é o primeiro degrau para "fazer a mão" para a alquimia.

Não temos nem nunca tivemos a presunção de dar "lições" de alquimia ou de espagíria mas apenas tentar repartir com aos outros um pouco do que ao longo dos anos aprendemos com outros irmãos e Mestres para que eles possam encontrar o seu próprio caminho.

Um verdadeiro alquimista deverá de ter a humildade de escutar os outros irmãos mesmo que estes estejam no caminho errado mas convencidos que estão a trilhar o caminho certo.

Nenhum alquimista poderá ter a pretensão de saber tudo sobre a Arte mesmo que tenha lido todos os livros de alquimia do mundo e ser um hábil operador no laboratório.

Há sempre alguma coisa a aprender com outros e, para isso, são muito importantes as trocas de impressões.

Presentemente não temos conhecimento de que haja algum alquimista moderno que seja um ADEPTO, isto é, que tenha realizado a Grande Obra e obtido a Pedra Filosofal ou Medicina Universal. Sabemos que um alquimista francês que foi nosso Mestre, que muito admiramos pelo seu grande saber e que estávamos convencidos de que tinha feito todas as Vias alquímicas, fez apenas alguns "particulares".

Mesmo o Grande Mestre que foi o verdadeiro Fulcanelli (Lubicz), Julien Champagne, o seu discípulo Canseliet e até Dujols não terminaram a obra pela via seca tendo Fulcanelli feito apenas um "particular". (in Fulcanelli Devoilé)

Para alguns pretensos alquimistas e "maestros" tais como os sopradores de outrora, que teimam afirmar publicamente as suas opiniões de textos mal interpretados e moldados à sua conveniência que poderão induzir em erro quem os ler, um verdadeiro alquimista, deverá, sem arrogância, repor a verdade e não permitir que a nossa Arte saia desacreditada.

Nunca se conseguirá aprender alquimia apenas pela leitura dos livros sobre a Arte sejam eles dos melhores autores clássicos ou modernos sem ter o "background" suficiente para isso. Em alquimia, cada um terá de percorrer o seu próprio caminho, seja só, se o conseguir, ou com a ajuda da mão caridosa de outro irmão ou de um Mestre.

A este respeito, Alberto o Grande no Composto dos Compostos diz: « A ciência que aprendi sem ficções vo-la transmito sem pena. A inveja transtorna tudo, um homem invejoso não pode ser justo ante Deus.»

Rubellus Petrinus


AS VIAS ALQUÍMICAS

Segundo o nosso entendimento e baseados naquilo que lemos nas obras dos maiores Mestres e ainda na nossa experiência, há fundamentalmente, quatro vias alquímicas.

A via úmida, Seca, Mista ou dos Amálgamas e a Breve.

Via úmida. Esta via segundo os Mestres é a via mais nobre. Como o seu nome indica é feita por meios úmidos, líquidos ou salinos que normalmente compõe o dissolvente da matéria também conhecido por fogo secreto.

O seu tempo de duração é mais ou menos longo conforme as vias. Há vias úmidas que demoram meses a fazer e outras menos de um mês como a de Kamala Jnana.

As temperaturas atingem 500 graus no máximo em alguns casos especiais, onde é necessário fazer a sublimação das matérias e a destilação do Vitríolo.

Em algumas vias úmidas uma retorta de vidro Pirex e alguns balões do mesmo material serão suficientes para as fazer. Os fornos variam conforme os casos, podendo ser um pequeno fogão a gás com regulação de temperatura e uma tigela ou escudela de aço inoxidável que contenha o necessário banho de areia.

Outras como a via do Vitríolo necessitam uma retorta especial chamada de Glauber para a destilação seca do Vitríolo natural tal como é descrita no Último Testamento de Basílio Valentim.

O Sujeito mineral da maioria das vias úmidas é o Dragão Vermelho, do qual, por sublimação com o fogo secreto, será extraído o mercúrio filosófico conhecido também por Azoth.


Dragão vermelho

Em outras vias como na de Kamala Jnana, logo no início serão extraídos deste Dragão, por meio do fogo secreto, os dois princípios Enxofre e Mercúrio.

Há também a via dos acetatos mas nós nunca nos debruçamos sobre ela. Sabemos preparar canonicamente todas as matérias mas nunca intentamos experimentá-la.

Antes de começar qualquer uma destas vias há os trabalhos acessórios também chamados trabalhos de Hércules, porque são penosos e morosos. Há que preparar canonicamente o Sujeito, os sais que formarão o fogo secreto e os espíritos necessários.

Via Seca

Esta via é executada exclusivamente ao forno e em cadinhos de barro refratário com temperaturas de cerca dos 1000 graus C. É uma via difícil e muito trabalhosa que um artista mesmo tendo algumas luzes da via nunca conseguirá executar sem a ajuda de um Mestre ou de um Irmão que a conheça. O melhor será não o intentar.

O sujeito desta obra, descrita por Fulcanelli e, sobretudo, pelo seu dito discípulo Eugène Canseliet, é o Dragão Negro.

Como na via úmida, há também os trabalhos preliminares para a preparação do Sujeito, dos sais que servem como fundente e ainda a escolha criteriosa do seu acólito Metálico.


Dragão negro

O tempo de duração não é de alguns dias como alguns supõem. Não é tanto como numa via úmida tradicional, mas também é largo; tudo dependerá da destreza do artista e da quantidade de material que tiver de trabalhar.

Além disso nesta via está-se condicionado às "condições exteriores" e, por isso há só uma estação do ano propícia para a começar. Durante o resto do ano preparam-se todos os materiais e afina-se a mão para a via canonica muito dispendiosa.

Resumindo, é uma via difícil que não está ao alcance de qualquer um porque além de exigir um local adequado e bem ventilado para construir o forno, o artista necessita de um grande "background" para a executar como dissemos.

Via Mista ou dos Amálgamas

São a maioria das vias descritas, como a de Filaleto, Flamel, Lúlio, Alberto, Artéphius, etc.

Porquê chamada mista? Porque no início se necessita começar pela Via Seca para a preparação do Régulo Marcial como no caso da via de Flamel, Filaleto, Artephius, etc.

Depois desta primeira operação pela via seca e da obtenção do régulo marcial que não está condicionada às mesmas condições "exteriores" da via seca propriamente dita, as primeiras operações serão feitas em cadinhos pequenos para obter o amálgama filosófico. Depois desta operação, há que destilá-lo numa retorta de aço desmontável para obter o mercúrio filosófico e assim por diante.


Amálgama

Excepção feita na via de Alberto que, no início se sublima o Sujeito para obter o Azoth e depois de se preparar a Água Terceira e Quarta se passa ao amálgama, tal como na via de Filaleto ou Flamel.

A via de Artephius é um pouco mais complicada, mas baseia-se também no Régulo Marcial e na sublimação do mercúrio para conseguir o dissolvente. Existem algumas variantes desta via onde o Enxofre do metal nobre pode ser substituído por outro inclusivamente pelo da via seca.

Não sabemos exatamente o tempo de duração destas vias mas Filaleto descreve detalhadamente na Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei.

Via Breve

Nesta via englobam-se também os "particulares" quer dizer, vias não verdadeiramente alquímicas.

Tanto quanto sabemos, o nosso Mestre trabalhou na via Breve, e vimos algumas fotografias espetaculares do plasma emitido pela matéria em fusão no cadinho a altas temperaturas.

Se a via seca não é acessível a todos, a Breve é só para os especialistas, e é necessário ter condições especiais para a fazer.

Quanto aos "particulares" existem muitos inclusivamente a subfusão descrita em Traicté du Feu et du Sel de Blaise Vigerene e outros como podereis ver na Web de Albert Cau e não só.

Procure os verdadeiros livros clássicos dos grandes Mestres e não deves deter em traduções dúbias que só servirão para vos confundir.

Já o dissemos e repetimos. Os Fulcanelli (Lubicz, Dujols, Champagne e Canseliet) são bons e recomendamo-los para conhecer bibliografia, filosofia alquímica, simbologia e parte do modus operandi da via seca, mas não são fáceis de entender principalmente pelos principiantes.

A maioria é por aí que começa e por lá ficam anos, entrando num beco sem saída, como a nós nos aconteceu e também a outros irmãos.

Rubellus Petrinus




Os Planetas Metálicos da Alquimia

Os Planetas de nosso sistema solar gravitam harmoniosamente ao redor do Sol. É realmente maravilhosa a dança dos mundos ao redor de seu centro gravitacional. Entretanto, para nós o mais interessante de tudo isto são os planetas metálicos da Alquimia. Observando de forma clara e precisa a ordem dos mundos, podemos traçar um esquema perfeito.

Observem, irmãos, observem cuidadosamente a ordem dos mundos para que possam então compreender qual é o trabalho da Alquimia Sexual.

Aqui temos Saturno e, na parte mais baixa, a Lua. Vamos colocá-los em ordem: sobre a Lua está Mercúrio; um pouco acima, na ordem dos mundos, está Vênus; a seguir o Sol, o astro-rei; mais além Marte, o planeta da guerra; vem então Júpiter e, a seguir, Saturno, o mais elevado.

Se observamos detidamente a ordem dos mundos, vemos que o Sol está no centro. É ele que dá a vida a todos os planetas do Sistema Solar.

É mediante a Alquimia Sexual que se podem realizar transformações maravilhosas. Antes de tudo, convém saber que estes planetas têm seus expoentes em nosso próprio sistema seminal e dentro de nosso próprio organismo, aqui e agora. Saturno, o Ancião dos Céus, se converte em nosso interior, mediante a alquimia sexual, na Lua. Por que? Porque os dois extremos estão em exata correspondência mútua.

Mediante a alquimia sexual, Júpiter se transforma no Mercúrio da Filosofia Secreta; precisamente o mais interessante da Grande Obra é ver seu próprio Mercúrio no espelho da Alquimia. Dizem os grandes Mestres que, quando isto acontece, o "São Tomás" que muitos levam dentro de si fica desconcertado. De modo que Júpiter transformando-se em Mercúrio é algo extraordinário; o corpo astral surge então esplêndido, o que significa uma transformação magnífica em nossa psique.

Marte deve ser convertido em Vênus. Este Marte belicoso e terrível que todos carregamos em nossas próprias profundezas, este Marte guerreiro e pelejador, deve transformar-se na Vênus do amor.

E, finalmente, fica o Sol como centro, dando vida a toda a nossa constituição íntima. Estes planetas metálicos, portanto, estão também em nosso caos metálico, ou seja, no sistema seminal, no Ens-Seminis ("Entidade do Sêmen"). É surpreendente que o velho e venerável Saturno venha a transformar-se efetivamente, a converter-se no menino de beleza encantadora que deve nascer em nós, pois cada um de nós deve na velhice transformar-se em menino, como dizem os psiquiatras...

É extraordinário que este Júpiter tonante, cuja esposa é a Vaca Sagrada, Devi Kundalini Shakti, se converta, mediante a alquimia sexual, no Mercúrio da Filosofia Secreta, neste Mercúrio que podemos chegar a ver no espelho extraordinário da Alquimia. Diziam os grandes Mestres da Alquimia: "Bendito seja Deus, que criou o Mercúrio, pois sem ele a Grande Obra não seria possível para os alquimistas".

O Mercúrio nos deixa realmente admirados; ele se origina das transmutações, das transformações do esperma sagrado. Ele resulta da magia sexual. É como o vapor que se levanta do poço, como a nuvem que surge do caos metálico. Este Mercúrio, não obstante, possui uma inteligência de tipo sublime, inefável; assim, pode verdadeiramente transformar-se o chumbo da personalidade no ouro magnífico do espírito. Também pode assomar através de nosso rosto para ver-se no espelho mirífico da alquimia.

E se pensamos em Marte, o guerreiro, o senhor do ferro; se pensarmos nessas forças belicosas que levamos em nosso interior, essas forças duras e terríveis, não podemos deixar de nos espantar ao ver como, mediante a Alquimia Sexual, vem a nascer em nós o senhor do amor. Isto nos convida à reflexão, que o venerável ancião dos séculos se converta no menino amoroso que se move dentro dos templos da Fraternidade Branca Universal.

Isto é assombroso, que o Júpiter tonante, este Terceiro Logos inefável, este Arqui-Hierofante e Arqui-Mago de que nos falou Mario Roso de Luna, o ilustre escritor espanhol, se transforme no Mercúrio da Filosofia Secreta, no Deus da eloqüência, nesta forma lúcida de um Cagliostro ou na figura portentosa de um Saint-Germain, ou simplesmente nessa apoteose de nossa psique durante o êxtase magnífico.

Verdadeiramente, isto não pode produzir em nós nada menos que assombro. Eu, a quem coube ver meu próprio Mercúrio refletido no espelho da Alquimia, dou testemunho do que vi e digo que é grandioso.

Se disséssemos apenas que o Mercúrio resulta das transformações do esperma em energia e que mediante este agente conseguimos transformar o chumbo em ouro, não teríamos ainda dito a última palavra. Ficaria incompleta a explicação, porque esse Mercúrio não é apenas um agente puramente metálico capaz de realizar transmutações. Não, há algo mais nesse Mercúrio, é o Deus da eloqüência, é o gênio vivo que resplandece no corpo astral do Arhat Gnóstico, é o próprio Logos, o próprio Terceiro Logos convertido ou transformado, por meio do sexo, no Filho do Homem.

Não é, portanto, uma mera substância em estado bruto ou meramente metálica, não é apenas essa matéria venerável da qual nos falaram Sendivogius, Raymond Lulle, Nicolas Flamel, Paracelso, Bernardo Trevisano, etc. É algo mais, é Júpiter tonante convertido em gênio manifesto, é Júpiter tonante convertido no planeta metálico de Mercúrio. Falando em termos metálicos, diríamos que é o "status" convertido no Mercúrio vivente filosofal, que Marte belicoso se converte nessa criatura formosa e perfeita que anda pelos templos, nesses seres do amor, nesses irmãos maiores da humanidade.

É extraordinário, meus caros irmãos, como a alquimia sexual produz em nós as permutações dos planetas metálicos, a transformação dos metais de um em outro, as mudanças radicais que originam uma nova criatura transcendente e transcendental. De que outro modo poderiam realizar-se essas permutações metálicas dentro de nós mesmos? Obviamente, sem o fogo sagrado da Alquimia, sem a Sahaja Maithuna, seria absolutamente impossível realizar mudanças deste tipo.

Como vocês podem ver, o que buscamos é converter-nos em algo diferente, em algo distinto, que as diversas substâncias químicas se combinem dentro do organismo para originar os diferentes funcionalismos biomecânicos ou fisiológicos. Se existem tantos fenômenos catalíticos e metabólicos, se o açúcar pode transformar-se em álcool, indubitavelmente existem também as diversas permutações alquímicas, que, através de incessantes combinações, vêm realmente a converter-nos em Deuses inefáveis terrivelmente divinos. A Sahaja Maithuna, a magia sexual, é claramente o fundamento vivo da Grande Obra.

O ser humano ingressa no claustro materno como um simples germe para desenvolver-se. Depois de nove meses, tal germe vem à existência já mais desenvolvido, mas não completamente. Durante os primeiros sete anos da infância, passamos manifestamente pela influência lunar. Gozamos então da felicidade do lar, a menos que um karma violento nos desvirtue esses primeiros anos de vida. Mas o germe não está ainda completamente desenvolvido. O fato de haver nascido e de haver voltado à existência um pouco mais desenvolvido não significa que tenha terminado sua evolução.

Durante estes sete primeiros anos da existência manifesta-se no organismo dos (meninos) varões a primeira zona testicular, que produz certas células que lhe permitem existir; quanto às meninas, seus ovários produzem certas células, certos princípios que as sustêm vitalmente.

Mais tarde, aquele germe, continuando seu processo de desenvolvimento, entra sob a influência de Mercúrio. Então o menino vai à escola, estuda e brinca, já não pode estar sempre dentro de casa. Mercúrio o move, o agita e inquieta. A segunda capa testicular produz no varão determinadas células que vêm a especificar e a definir completamente seu sexo.

Passada essa época, entramos sob a influência de Vênus, dos quatorze aos vinte e um anos. Diz-se que esta é a idade da "pontada"; homens e mulheres começam a sentir a inquietude sexual, pois as glândulas sexuais entram em atividade.

A terceira capa testicular produz nos varões os zoospermas. Mas estes não estão ainda suficientemente maduros, e tampouco o homem entre os quatorze e vinte e um anos terminou seu processo de desenvolvimento. O germe não está ainda inteiramente desenvolvido.É grave, portanto, que o germe que não concluiu ainda seu processo natural de desenvolvimento inicie as relações sexuais.

Indiscutivelmente, não é recomendável o coito para tais germens cujo desenvolvimento é ainda incompleto, não é correto que aquele que passa por sua segunda infância ou adolescência copule. É óbvio que o coito para esses germens que não terminaram seu desenvolvimento, ou seja, para os meninos e adolescentes, traz indiscutível e irrefutavelmente prejuízos muito graves para a sua saúde e sua mente.

Estes prejuízos, embora não sejam percebidos a princípio, durante a juventude, são sentidos na velhice. Assim, vemos que hoje é normal que qualquer homem comece a perder sua virilidade entre os quarenta e os cinqüenta anos, devido aos abusos da adolescência e até mesmo da segunda infância.

Como dissemos, a primeira infância vai do nascimento aos sete anos, e a segunda dos sete aos quatorze anos. Infelizmente, hoje em dia - é doloroso dizê-lo - muitos meninos de doze ou treze anos já estão copulando, e aqueles que não o fazem cometem o crime de masturbar-se. Com a masturbação, eliminam seus hormônios, degeneram seu cérebro, atrofiam sua glândula pineal e se convertem em candidatos seguros ao manicômio.

Sabe-se que, depois do coito, o pênis continua com certo movimento peristáltico destinado a recolher energias vitais do útero feminino para repor seus princípios genésicos eliminados. Entretanto, com a masturbação, tal movimento peristáltico do falo, ao invés de assimilar energias vitais femininas, princípios úteis para a existência, absorve ar frio, o qual passa diretamente ao cérebro. O resultado é a idiotia, a degeneração mental ou a loucura.

O vício da masturbação está também, desgraçadamente, muito popularizado entre o sexo feminino. Obviamente, com tal vício, muitas mulheres que poderiam ter-se tornado excelentes esposas se degeneraram prematuramente, envelheceram rapidamente, perderam seu potencial sexual e se converteram em verdadeiras vítimas da vida.

Assim, convém compreender todos estes aspectos do sexo, é bom saber o que é realmente o sexo. É absurdo que os adolescentes tenham relações sexuais, já que são apenas germens que não terminaram ainda seu desenvolvimento. Este desenvolvimento vem a terminar com a idade de vinte e um anos. É então que realmente começa a maioridade, a idade responsável, como é chamada.

Dos vinte e um aos quarenta e dois anos temos que conquistar nosso lugar à luz do Sol. Dos vinte e um aos quarenta e dois anos fica completamente definida nossa vocação na vida e o que havemos de ser.

Infelizmente, aqueles que já alcançaram a maioridade geralmente não tiveram uma orientação sexual específica. Sem haver concluído seu desenvolvimento como germes que um dia entraram no ventre materno, desperdiçaram seu capital hormonal, gastaram sua potência viril, e, ao chegar à idade de vinte e um anos, descobrem que sua força mental se encontra muito débil.

Obviamente, esta força é irradiada pela glândula pineal, mas, quando esta glândula se debilitou pelo abuso sexual (porque a pineal e as glândulas sexuais estão em íntima relação recíproca), o resultado é que nos encontramos em situação desvantajosa para conquistar nosso lugar à luz do Sol.

Como conseqüência, ao não irradiar com potência nossas ondas psíquicas, devido à debilidade da pineal (situada na parte superior do cérebro), fracassamos profissionalmente, ou se dificulta a luta pelo pão de cada dia. Nossos negócios fracassam, e aquelas pessoas com quem devemos ter contato comercial não sentem nosso impulso, cancelam seus negócios e dificilmente conseguimos vencer.

Se o germe se desenvolvesse sem intervenções de qualquer espécie, se não tivesse abusos sexuais, ao atingirmos a idade de vinte e um anos possuiríamos uma potência energética extraordinária e conquistaríamos nosso lugar à luz do Sol com pleno êxito.

Temos aqui no México cinqüenta e seis milhões de habitantes, cinqüenta e seis milhões de pessoas lutando pela existência; há doze milhões de analfabetos e dezenove milhões de pessoas padecem fome e miséria. Poderíamos protestar contra o governo ou os governos, mas nada resolveríamos com tais protestos. Na realidade, não devemos culpar a outros por nossa má situação; só nós mesmos somos responsáveis por nossa má situação econômica.

Sempre atribuímos a culpa aos diversos sistemas políticos ou econômicos, sempre acusamos o Presidente ou os presidentes das nações. Isto é absurdo, pois somos nós os criadores de nosso próprio destino. É óbvio que, se ingressamos na luta pela vida com debilidade, se não possuímos as forças psíquicas, mentais e eróticas potentes para abrirmos caminho na vida, teremos que sofrer fome e miséria.

Se se permitisse àquele germe que um dia entrou no ventre materno desenvolver-se harmonicamente até os vinte e um anos, entraríamos então no caminho da vida com grande êxito, fortes, poderosos, cheios de saúde e energia; mas, desgraçadamente, estamos copulando desde a segunda infância, não se tem permitido ao germe continuar e concluir com êxito e sem interferências seu processo de desenvolvimento.

Quanto ao sexo feminino, devo dizer que o germe conclui seu desenvolvimento aos dezoito anos, ou seja, a mulher se desenvolve mais rápido que o varão, e por isso pode realmente casar-se mais jovem. Mas, que um homem ou menino, ainda não sendo homem, mas apenas um germe em desenvolvimento, se case antes dos vinte e um anos, que esteja copulando desde os quatorze, isto é absurdo, manifestamente criminoso, monstruoso no sentido mais completo da palavra.

Após os quarenta e dois anos, ou seja, depois que haja passado a influência solar, durante a qual havemos de conquistar nosso lugar à luz do Sol, entramos na época de Marte, que vai dos quarenta e dois aos quarenta e nove anos. Quem ignorar estes ciclos cósmicos repetindo-se no microcosmos homem, sem dúvida não sabe aproveitar o ciclo de Marte e criará apara si mesmo uma velhice miserável.

É bom que pensemos um pouco na velhice, caros irmãos, é bom que nos preparemos; não é correto que esperemos ser anciãos para então tentarmos arranjar nossa existência. Assim como na infância tivemos um berço e um lar, um pai e uma mãe, na velhice necessitamos de uma casa, um lar, e precisamos ter uma fonte de renda suficiente para que não pereçamos de fome e miséria.

Entre os quarenta e dois e os quarenta e nove anos manifesta-se o ciclo de Marte, e então, durante esta época, devemos trabalhar de forma intensíssima, ao máximo. É nesta fase que devemos dar forma concreta a este lar de que necessitamos para nossa velhice, e criar uma fonte de renda absolutamente segura para esta última fase da vida; Marte nos ajuda com sua potência energética.

Mas, infelizmente, muitos abusaram do sexo durante os ciclos de Vênus e do Sol, e, ao atingir o ciclo de Marte, apesar de receber a influência deste Planeta, estão tão esgotados por sua forma de viver o sexo e por seus abusos que não sabem aproveitar como deveriam seu potencial. O resultado vem a ser então lamentável, pois não aproveitam como se deve o ciclo de Marte.

Então vem, como conseqüência ou corolário, uma velhice miserável. A velhice vem encontrar-nos sem uma fonte segura de renda, e então, em vez de sermos úteis de alguma forma, ainda que seja apenas para nossos netos, convertemo-nos em estorvo para todo o mundo, tudo por não sabermos viver!

Após os quarenta e nove anos, ou seja, dos quarenta e nove aos cinqüenta e seis, entra em nossa vida Júpiter Tonante, Júpiter terrível. Ele dá o cetro aos reis, a vara aos patriarcas, o corno da abundância a quem o merece. Mas, se não tivermos lutado verdadeiramente durante o ciclo de Marte, ou se lutamos em desvantagem devido ao abuso sexual; se não tivermos aproveitado devidamente a influência solar, deixando de desenvolver harmoniosamente aquele germe que um dia entrou no ventre materno, então a influência de Júpiter, em vez de tornar-se positiva, colocando em nossas mãos o cetro dos reis, nos trará a miséria. Leve-se em conta que cada planeta tem um duplo aspecto, positivo e negativo.

Se Júpiter tonante tem como regente o anjo Zachariel, tem também sua antítese tenebrosa, Sanagabril. Deve-se distinguir entre Zachariel e Sanagabril, pois são diferentes; distinga-se entre o corno da abundância e o bastão do mendigo. Obviamente, aquele que gastou seu potencial sexual, seus valores vitais, seu capital cósmico, recolhe os resultados: miséria, probreza e humilhação no ciclo de Júpiter.

A velhice propriamente dita começa aos cinqüenta e seis anos com Saturno, o Ancião dos Céus, e termina aos sessenta e três; não quero dizer que aos sessenta e três anos tenhamos todos que morrer, mas apenas que o primeiro ciclo de Saturno começa aos cinqüenta e seis anos e termina aos sessenta e três. Depois vêm outros ciclos - seguir-se-ia o ciclo de Urano, por exemplo, mas este o captariam apenasos indivíduos interiormente desenvolvidos, os grandes iniciados.

Com seus sete anos, um ciclo de Netuno seria para os grandes hierofantes; um ciclo de Plutão para os Mahatmas. Ainda mais além seguiriam dois ciclos transcendentais e, por último, deliciosas harmonias e poderes para aqueles que já obtiveram o Elixir da Longa Vida.

Mas, falando concretamente, o ciclo de Saturno, para as pessoas comuns, dura sete anos. Ao se atingir os sessenta e três anos termina o ciclo de Saturno; vêm então outras combinações, Saturno com Lua, Saturno com Mercúrio. A cada sete anos vem nova mudança; Saturno com Vênus, etc., etc.

Por isso vemos que os velhos vão mudando à medida que avançam em idade. Um velhinho, por exemplo, dos sessenta e três aos setenta, combinando-se nele Saturno com a Lua, torna-se bem infantil em sua maneira de ser, e dos setenta aos setenta e sete passaria a ter certas inquietações mercurianas, desejos de estudar ou de saber, e assim sucessivamente.

De qualquer modo, durante toda a velhice, Saturno de combina de uma forma ou de outra com os outros mundos. É óbvio que Saturno, o Ancião dos Céus, é a espada da Justiça que nos alcança desde o céu. Se não soubermos viver harmoniosamente com cada um dos ciclos planetários, obviamente recolheremos os resultados com o Velho Saturno, o Ancião dos Céus.

Assim, meus queridos irmãos, são maravilhosas estas extraordinárias transformações vitais de nossa existência. As pessoas normais, comuns e correntes pensam que ao chegar aos vinte e um anos já somos maiores de idade. Normalmente sim, o germe que nasceu, que entrou um dia no ventre da existência e que nasceu vivo para a vida conclui seu desenvolvimento aos vinte e um anos, isto é exato.

Porém, se cumpríssemos com o dever cósmico, como faziam nossos antepassados, os lêmures e os atlantes, nos converteríamos em homens verdadeiros e em deuses. Qual é o dever cósmico? Vou dizer-lhes qual é:

1º) Não permitir que os conceitos intelectuais passem pela mente de forma mecânica. Em outras palavras: fazer-nos conscientes de todos os dados intelectivos provindos da mente. Como? Por meio da meditação. Se lemos um livro, meditar sobre ele, tratar de compreendê-lo.

2º) Emoções. Devemos fazer-nos conscientes de todas as atividades do centro emocional. É lamentável como as pessoas agem sob o impulso de suas emoções de forma completamente mecânica, sem qualquer controle. Devemos fazer-nos auto-conscientes de todas as emoções.

3º) Hábitos e costumes do centro motor. Devemos tornar-nos auto-conscientes de todas as atividades, todos os nossos movimentos e todos os nossos hábitos. Não fazer nada de forma mecânica.

4º) Devemos nos assenhorar de nossos próprios instintos e submetê-los à nossa vontade. Devemos compreendê-los a fundo, integralmente.

5º) Transmutar a energia sexual. Mediante a Sahaja Maithuna transmutaremos incessantemente nossas energias sexuais.

Assim, cumprindo com o dever cósmico, é óbvio que nossa vida se desenvolverá harmoniosamente, e se formarão em nós os corpos existenciais superiores do Ser. Então, em harmonia com o infinito e com a Grande Lei, poderemos chegar à velhice cheios de êxtase e poderemos alcançar a Maestria e a perfeição.

Antes que a grande catástrofe atlante mudasse totalmente o aspecto do globo terrestre, e antes, principalmente, do desenvolvimento do abominável órgão Kundartiguador do continente Mu, os seres humanos cumpriam com seu dever cósmico e podiam então viver, caros irmãos, mil anos.

Quando se cumpre com o dever cósmico, a duração da vida aumenta. Desgraçadamente, o animal intelectual se degenerou totalmente quando desenvolveu em sua constituição íntima o abominável órgão Kundartiguador, sobre o qual tanto temos falado.

É óbvio que, depois de havermos perdido novamente este órgão, ficaram as conseqüências: o ego, o eu, o mim-mesmo, dentro de nós, e com tais conseqüências nos tornamos perversos, já não conseguimos cumprir com nosso dever cósmico e a vida se foi encurtando miseravelmente.

Em outros tempos, quando a humanidade ainda não havia degenerado, quando ainda cumpria seu dever cósmico, é claro que a existência se alongava, qualquer ser humano podia até mesmo alcançar a média de mil anos de vida, e o resultado era a formação em cada criatura dos corpos existenciais superiores do Ser. Foi naquela época que surgiram sobre a face da terra muitos homens solares, muitos deuses, homens divinos.

Atualmente já quase não se vêem esses seres, porque as pessoas não sabem cumprir com seu dever cósmico. É portanto necessário vivermos afinados com o infinito, cumprir com nosso dever cósmico, fazer-nos conscientes de nós mesmos, não gastar nossa energias sexuais, ensinar nossos filhos a transmutar o esperma em energia, adverti-los de que é uma desgraça, uma monstruosidade copular antes dos vinte e um anos. É preciso informar os adolescentes de que não terminaram ainda seu processo de desenvolvimento, de que são ainda germens em desenvolvimento e de que é monstruoso que um germe esteja copulando. Os germens são germens e devem desenvolver-se.

Assim, pois, meus caros irmãos, reflitam sobre tudo isto, utilizem a alquimia em si mesmos para que possam realizar essas transmutações dos planetas metálicos dentro de cada um. É por meio da alquimia, mediante o cumprimento do dever cósmico, que podemos transformar o velho Saturno na Lua divina, no menino. É mediante essa alquimia sexual, como já disse, que podemos converter Júpiter tonante no Mercúrio da Filosofia Secreta; é mediante a alquimia que o Marte belicoso pode transformar-se numa criatura de amor, e assim podemos nascer verdadeiramente como Adeptos.

O importante é, repito, que o germe de desenvolva harmoniosamente e que continue depois seus processos de desenvolvimento até obter a auto-realização íntima do Ser
.

A Tábua de Esmeralda


Hermes Trimegisto

Este texto foi referendado por todos os alquimistas e dificilmente um alquimista não o sabia de cor ou não o tinha anotado em local visível em seu laboratório, para constantes meditações. Este texto alquímico foi escrito em uma esmeralda por Hermes Trimegisto e apesar de muito reduzido contém todos os ensinamentos da alquimia, basta conseguir interpretá-lo.

Existem várias versões deste texto, porém com poucas distorções, isto deve ser devido as inúmeras traduções de idiomas distintos. Transcreveremos esse texto, com um brevíssimo comentário entre parênteses, notando que ele nos faz percorrer um périplo que vai da trindade humana (corpo, alma, espírito), a uma trindade cósmica (mundo natural, mundo humano, mundo divino) para terminar na trindade divina (Espírito, Essência, Energia-Vida).



I - "É verdadeiro, sem falsidade, certo e muito verdadeiro


(A verdade nos três mundos)

II - "que àquilo que está em cima é igual àquilo que está embaixo

(Lei da polaridade, da imantação)

e que àquilo que está embaixo é igual àquilo que está em cima,

(Lei da analogia, lei dos sinais de apoio)

para realizar os milagres de uma única coisa.

(Lei do Ternário e de série, lei das correspondências)

III - "E da mesma forma que todas as coisas foram e vieram do Um,

(Lei da unidade e da criação divinas, lei do Número)

assim todas as coisas nasceram desta coisa única por simples ato de adaptação.

(Lei da adaptação)

IV - "O Sol é seu pai, a Lua sua mãe, o vento a carregou em seu útero, a terra é sua ama de leite.

(Os quatro elementos: Fogo (Sol), Água (a Lua, elemento úmido), Ar (o vento); Terra)

O Telesma (perfeição) de todo o mundo está aí.
Seu poder não tem limites sobre a Terra.

V - "Separarás os elementos da Terra daqueles do Fogo, o sutil do grosseiro, cuidadosamente com grande habilidade.

(Arcano da salvação; separação do espírito (sutil) e da matéria (espesso); espiritualização)


Sobe da Terra para o Céu e torna a descer para a Terra e une para si próprio a força das coisas superiores e inferiores...

(Leis da involução e da evolução)

Desse modo, obterás a glória do mundo e as trevas se afastarão de ti.

VI - "Esta coisa é a forte fortaleza de toda força,

(Lei do amor e do sacrifício)

pois vence toda coisa sutil e penetra em toda coisa sólida

(E pela lei do Amor que o Espírito move o universo)

VII - "Assim o mundo foi criado.

(Lei da realização. Amor e Sacrifício criam as obras duráveis)

VIII - "Conseqüentemente esta é a fonte das inúmeras e admiradas adaptações cujo meio está aqui.


IX - "Por esta razão sou chamado Hermes Trimegistos, pois possuo as três partes da filosofia universal."

(Conhecimento absoluto dos três planos do universo: divino, astral, físico)


"O que eu disse a respeito da operação do Sol está realizado e aperfeiçoado."



Oração de Nicolas Flamel


Ao que parece este texto era como uma oração para conseguir desvendar os segredos da alquimia e realizar todas as suas grandiosas obras com sucesso.

Ela ainda pode ser usada com muito proveito por aqueles que desejam enveredar pelo caminho da alquimia. Ela deve ser memorizada e repetida mentalmente todas as noites até adormecer e também em qualquer momento de ócio mental, durante a ginástica, no banho, cozinhando etc. Isto irá fazer com que você tente atingir os objetivos alquímicos involuntariamente, lendo e se dedicando mais as práticas alquímicas.


Deus todo-poderoso, eterno, pai da luz, de quem provém todos os bens e todos os bens perfeitos, imploro vossa misericórdia infinita; deixai-me conhecer vossa sabedoria eterna; aquela que circunda vosso trono, que criou e fez, que conduz e conserva tudo.

Dignai-vos enviá-la do céu a mim, de vosso santuário, e do trono de vossa glória, a fim de que ela esteja em mim e opere em mim; é ela que é a senhora de todas as artes celestes e ocultas, que possui a ciência e a inteligência de todas as coisas.

Faz com que ela me acompanhe em todas as minhas obras que, por seu espírito, eu tenha a verdadeira inteligência, que eu proceda infalivelmente na nobre arte à qual estou consagrado, na busca de miraculosa pedra dos sábios que ocultastes ao mundo, mas que tendes o hábito de descobrir ao menos a vossos eleitos.

Que essa grande obra que tenho a fazer cá embaixo seja começada, continuada e concluída ditosamente por mim; que, contente, goze-a para sempre. Imploro-vos, por Jesus Cristo, a pedra celeste, angular, miraculosa e estabelecida por toda eternidade, que comanda e reina convosco.

Paz e Luz em seu caminho

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PRIMEIRO SER VEGETAL


O «Primeiro Ser» vegetal é a união íntima dos três princípios alquímicos: Enxofre (óleo essencial), Mercúrio (álcool) e Sal (carbonato de potássio).

Como se sabe, alquimicamente, na natureza existem quatro elementos: Ar, Fogo, Terra e Água. Destes elementos, dois são afins e os outros dois são contrários. Também o azeite ou o óleo essencial e a água, são, como toda a gente sabe, elementos contrários, que quando aquecidos juntos, se repelem violentamente impedindo a sua união.

Preste muita atenção ao que acima vos dissemos, porque da sua boa compreensão depende o êxito desta operação.

Para que o sal da planta possa ser unido intimamente ao enxofre e ao mercúrio terá de ser, antes de tudo, volatilizado.



Volatilização do sal de tártaro




A volatilização do sal é um dos grandes Arcanos vegetais, procurado por muitos e que pouquíssimos artistas conhecem e, aqueles que o conhecem, como nós, pela tradição, não o deverão revelar publicamente mas apenas àqueles que o merecerem.

Volatilizar o sal fixo de uma planta (carbonato de potássio) e fazê-lo passar pelo colo e pelo bico da retorta...JAMAIS! Dirão os homens da outra ciência (químicos)! E, no entanto, para nosso espanto e regalo dos olhos, oh! maravilha da nossa Arte, o sal passa pelo bico da retorta, volatilizado, diáfano como gelo, escorrendo até ao recipiente, como podereis observar na fotografia.

Oh! descrentes e detratores da alquimia, confrontai-vos com esta realidade, e, certamente, mudareis de opinião. E vós, os intelectuais que filosofais sobre a Arte, que direis? Ainda insistis em que ela é só filosófica?

O segredo da volatilização do sal foi sempre ciosamente guardado pelos alquimistas, por isso, bem contra o nosso desejo de ajudar os irmãos na Arte, não o poderemos transmitir publicamente, como já dissemos, em linguagem clara.

Sem a chave (segredo) que se limita apenas a um "toque de mão", baseado na atração-repulsão das matérias envolvidas, como acima vos dissemos, ser-vos-á quase impossível volatilizar o sal, a não ser por casualidade. Assim, Deus vos ajude.

Caridosamente, dentro das nossas limitações, esforçamo-nos para vos assinalar a chave e, se fordes suficientemente perspicazes e tiverdes os conhecimentos necessários para a entender, então tereis êxito.

Se não o conseguirdes, lamentamo-lo, mas a tradição assim nos impõe.

Há dois processos para volatilizar o sal. Um mais longo e moroso, que nos foi revelado por um irmão da Arte, e o outro, mais rápido e expedito, que nós descobrimos experimentalmente. É este último que vamos a descrever.

Colhei, pelo menos, 5kg de Alecrim (Rosmarinus Officinalis) e secai-o à sombra ou ao Sol. Se não conseguirdes encontrar esta quantidade de Alecrim podereis extrair o sal de qualquer outra planta ou até mesmo o sal de tártaro obtido a partir do tártaro bruto dos tonéis.

O ideal seria utilizardes o Alecrim, pois além do sal básico da planta, que é um carbonato de potássio, contém ainda outros sais e mesmo alguns oligoelementos.

Adquiri, ou destilai 100 ou 150ml de óleo essencial desta planta e deitai-o, com a ajuda de um pequeno funil de vidro ou de plástico, pela tubuladura de uma retorta de 250ml.

Colocai a retorta num pequeno forno elétrico ou a gás em banho de areia, com temperatura controlada, como o que podereis ver na fotografia, com um recipiente esférico de 250ml com respirador capilar, situado na pança do matrás perto do colo.

Com a ajuda de um funil de plástico maior que o anterior, deitai, pela tubuladura da retorta, por frações sucessivas e com ajuda de uma pequena colher de aço inox, 30g do sal da planta, devidamente coagulado e tratado como manda a Arte, para que este se possa combinar intimamente com óleo essencial.

À medida que o sal entrar em contacto com o óleo, produzir-se-á uma violenta reação, por isso, é necessário deitá-lo por frações sucessivas. O óleo essencial ficará escuro como café.

Destilai, fazendo ferver "docemente" o óleo essencial. Quando a maior parte do óleo tiver passado para o recipiente e restar no fundo da retorta um líquido espesso como o mel, parai a destilação e deixai arrefecer.

Depois, remetei pela tubuladura todo o óleo destilado. Repeti o processo mais duas vezes e, à terceira vez, destilai quase até ao fim, aumentando um pouquinho mais a temperatura.

Vereis, então, elevar-se do composto um vapor branco que se desloca da matéria, no fundo da retorta e se solidifica como gelo no cimo e no seu colo.

Remetei mais uma vez e destilai, até que o sal tenha saído, na maior parte para o recipiente. Deitai, agora, um pouco de óleo essencial na retorta, para que este, ao destilar, arraste o sal que ainda se encontra depositado no colo.

Quando não houver mais sal no colo da retorta, deixai arrefecer e limpai as fezes com essência de terebintina ou com outro dissolvente adequado para o efeito.

Depois da retorta estar muito bem limpa, vertei pela tubuladura o óleo essencial com o sal incorporado.

Adicionai-lhe a mesma quantidade de um mercúrio vegetal extraído por destilação das sumidades floridas de Alecrim com espírito de vinho canônico, soberanamente retificado a 100 % Vol. Álcool.

Destilai a fogo lento e, no fim, um pouco mais forte. Então, vereis passar o sal como anteriormente, mas desta vez, muito mais cristalino.

Depois de tudo destilado, limpai novamente a retorta e repeti o processo até não haver mais fezes no fundo.

Guardai os três princípios unidos intimamente, num frasco bem fechado, ao abrigo da luz.

O «Primeiro Ser» de Alecrim (Rosmarinus Officinalis) atua em todas as afecções para que esta planta está indicada. É um poderoso estimulante que recupera os doentes com esgotamento físico e intelectual. Pode ser tomado em gotas, por via sublingual, duas ou três de cada vez.

O «Primeiro Ser» é muitíssimo mais eficaz do que o simples óleo essencial, por ter incorporado o sal volatilizado e o mercúrio vegetal.

Quanto ao sal volatilizado que incorpora o «Primeiro Ser», Van Helmont, um famoso médico iatroquímico, convertido à alquimia, diz o seguinte: «o sal de tártaro (carbonato de potássio) volatilizado, pode penetrar no corpo humano até à quarta digestão, resolvendo e fazendo passar os humores excrementosos e as coagulações contra-natura que se encontram nos vasos.

Este sal arrasta com ele todos os resíduos que se encontram nas veias, resolve as obstruções as mais obstinadas, dissipando, assim, a causa material das doenças...»



Rubellus Petrinus



Histórico


A alquimia do passado concentrava-se nos reinos vegetal e mineral e nas leis da física e da química. O alquimista tradicional possuía a capacidade de penetrar a substância e modificar a freqüência da energia.

A alquimia interior focaliza-se no estudo do Eu físico e não físico. O alquimista interior também tenta penetrar a manifestação e com o instrumento da fé faz o casamento alquímico com a divindade - a verdadeira fonte de toda a vida e poder tanto no macro como no microcosmos.

O resultado prático da alquimia interior é que ela ensina a transformar energia destrutiva em construtiva, portanto ela se constitui em um dos elementos que trabalha para a melhora dos homens e do planeta.

O uso dos instrumentos da palavra falada, da Chama Violeta, da visualização e outros, transforma o ódio em amor, a sexualidade em sensibilidade, o medo em criatividade e alegria. Pois a energia é elevada a um padrão de vibração superior e vai atingindo vibrações cada vez mais elevadas, até o ponto da transmutação.

No seu objetivo de retornar à fonte o homem de hoje faz uso dos ensinamentos esotéricos desde Hermes Trimegisto a Saint Germain e usa as ferramentas básicas que o levam à felicidade.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Ciência dos Maias


O povo maia tem origem incerta, mas antigas escrituras podem ligá-la ao platônico povo atlânte. Os maias se instalaram onde hoje é o sul do México, a Guatemala e Honduras por volta do ano 1000 a.C. A sucessão de descobertas arqueológicas, a partir do século passado, indica o desenvolvimento de uma das mais notáveis civilizações do Novo Mundo, com arquitetura, escultura e cerâmica bastante elaboradas. Sem dúvida nenhuma, essa civilização se baseou nos conhecimentos das culturas arcaicas, anteriores mesmo ao século X a.C.. Mas, foi a decifração dos ideogramas da escrita maia que permitiu reconstituir parcialmente a história deste povo magnífico. A história dos maias pode ser dividida em três períodos: o pré-clássico (1.000 a.C. a 317 d.C.); o clássico ou Antigo Império (até 889 d.C.); e o pós clássico ou Novo Império (também conhecido como "renascimento maia" até 1697). Da idade pré-clássica pouco se conhece, mas pode se afirmar que, neste período, já existia uma estrutura social e religiosa como uma classe sacerdotal especializada em matemática e astronomia. Provavelmente, foi nessa época que foi criado o calendário maia. O fim da idade pré-clássica e o começo da idade clássica foram estabelecidos com base nas primeiras datas que puderam ser decifradas nos monumentos.

As Ruínas de Copán, a oeste de Honduras, foram descobertas em 1570 por Diego Garcia de Placio. Um dos locais mais importantes da civilização maia, estas Ruínas não foram escavadas até o século XIX. Suas fortalezas e praças públicas imponentes caracterizam suas três fases principais de desenvolvimento, antes que a cidade fosse abandonada no início do século X.

Os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia, como eclipses solares e movimentos dos planetas, e sobre matemática, lhes permitiram criar um calendário cíclico de notável precisão. Na realidade são dois calendários sobrepostos: o tzolkin, de 260 dias, e o haab de 365 dias. O haab era dividido em dezoito meses de vinte dias, mais cinco dias livres. Para datar os acontecimentos utilizavam a "conta curta", de 256 anos, ou então a "conta longa", que principiava no início da era maia. Eles determinaram com exatidão incrível o ano lunar, a trajetória de Vênus e o ano solar (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos). Inventaram um sistema de numeração com base 20 e tinham noção do número zero, ao qual atribuíram um símbolo.

Os maias utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada. Os cientistas, estudiosos da civilização maia, comprovaram que os antigos fizeram muitas observações do Sol, durante sua passagem pelo zênite, na praça cerimonial de Copán. Esta descoberta reafirma que os maias foram grandes astrônomos e que viveram seu período de esplendor entre os anos 250 a 900 d.C.. Durante os solstícios e os equinócios, a posição do Sol gera alinhamentos especiais entre os vários monumentos, altares e outras estruturas da principal praça do sítio arqueológico maia de Copán.

Hoje, o vale de Copán, como outros sítios arqueológicos, é declarado Patrimônio da Humanidade, resguardando o centro dos cerimoniais da civilização maia, que floreceu na América Central no primeiro milênio da Era Cristã.


Artigo do mês de julho de 2002 da Revista de Ciência On-line: http://www.cienciaonline.org/

A cada cigarro menos 11 minutos de vida


Calculam que fumar de maneira habitual encurta a esperança de vida em 6,5 anos
Valendo-se de estudos epidemiológicos, expertos do Reino Unido determinaram o real impacto sobre a saúde das pessoas.

Consumir um pacote de 10 unidades equivale a viver três horas e 40 minutos menos, enquanto que um cartão completo resta um dia e meio de vida do fumador.

Sempre tem se dito que o tabaco é nocivo para a saúde, que pode produzir câncer e que a longo prazo encurta a vida das pessoas. Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Bristol na Inglaterra, da mais precisão a estas advertências ao calcular que cada vez que um homem fuma um cigarro esta encurtando sua vida em 11 minutos. Como se fosse pouco, o estudo publicado pela revista cientifica British Medical Journal, afirma que os adictos ao tabaco diminuem em 6,5 anos sua esperança de vida por culpa dos cigarros.

De qualquer forma, este ultimo calculo rege unicamente para pessoas do sexo masculino que começaram a fumar aos 17 anos e não pararam até os 71.

O investigador inglês Richard Mitchell explica que estimaram que se um homem fuma como media 5.722 cigarros anuais a partir dos 17 anos de idade, e não deixa de faze-lo até os 71, haverá consumido um total de 311.688 cigarros em toda a sua vida.


Pesquisa dos dados
O doutor observou durante 4 décadas - começando em 1951 a mais de 34 mil médicos ingleses do sexo masculino. Todos eram maiores de 40 anos sendo alguns fumadores e outros não. Dentro dos resultados, Doll descobriu que a porcentagem de mortes de aqueles que fumavam era 3 vezes maior em homens entre 45 e 64 anos e o dobro para os que tinham entre 65 e 84 anos, em comparação com os não fumantes. É que os efeitos nocivos do tabaco vão além do câncer de pulmão. Os fumadores habituais tem mais possibilidades de apresentar sintomas de deterioro intelectual, como perda de memória, linguagem e capacidade de aprendizagem. Além disto triplica as possibilidades de dano cerebral e um fator de risco para as doenças cardiovasculares, entre outros numerosos males.


Jogos Matemáticos
Entenda o caminho seguido pelos investigadores ingleses para chegar a estabelecer que cada cigarro resta, em media, 11 minutos de vida a uma pessoa.

Primeiro calcularam que os 6,5 anos de diminui a expectativa de vida equivalem a 2.374 dias ou 56.976 horas ou a 3.418.560 minutos. Logo determinaram que o consumo de 5.772 cigarros ao ano multiplicado por 54 anos desde os 17 até os 71 dão como resultado 311.688 cigarros ao longo de toda a vida. Finalmente dividiram os 3.418.560 minutos perdidos pelos 311.688 cigarros fumados. Esta operação entrega a cifra de que perdem 11 minutos de vida por cada cigarro consumido.


Fonte:
http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/cada_cigarro_resta_11_minutos.htm

A busca do princípio - O Átomo


A procura da substância primordial, do elemento comum, da matéria prima que compõe o Universo, começou há mais de 25 séculos com os gregos. O filósofo Tales de Mileto (624-546 a.C.) afirmava que o elemento primordial do Universo era a água, "sobre a qual a Terra flutua e é o começo de todas as coisas". Já para o filósofo Anaxímenes de Mileto (570-500 a.C.) seria o ar o tal elemento primordial de vez que o mesmo se reduziria à água por simples compressão. No entanto para Xenófones da Jônia (570-460 a.C.) era a terra a matéria prima do Universo. Por sua vez, o também filósofo Heráclito de Éfaso (540-480 a.C.) propôs ser o fogo essa matéria.

Após 546 a.C., surge um novo movimento filosófico que tenta explicar a matéria não só constituída como um elemento único num sentido "macroscópico", mas como uma porção também única, subdividida "microscopicamente". Foi assim que Leucipo de Mileto (460-380 a.C.) apresentou uma visão segundo a qual todas as coisas no Universo são formadas por um único tipo de partícula - o átomo (indivisível, em grego) -, eterno e imperecível que se movimentava no vazio. Entretanto, para explicar as diversas propriedades das substâncias, admitiam que os átomos diferiam geometricamente por sua forma e posição, e que, por serem infinitamente pequenos, só poderiam ser percebidos pela razão.

As concepções una e/ou plural sobre o Universo continuaram a ser defendidas e divulgadas pelos cientistas ao longo dos séculos, chegando até a Idade Média e a Renascença. Por exemplo, o astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) em seu livro Das revoluções dos Corpos Celestes, falou da corporeidade dos átomos. Também atomista foi o físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642), já que em seu O Ensaiador, considerava que os átomos ígneos (do calor) eram menos rápidos e, portanto, menos penetrantes do que os átomos luminosos (da luz).

A idéia de que o átomo era uma parte real, porém invisível e indivisível da matéria, parece haver sido proposta pelo filósofo e matemático francês Pierre Gassendi (1592-1655), ao fazer pela primeira vez a distinção entre átomo e molécula, uma vez que para ele em cada corpo os átomos se reúnem em pequenos grupos, aos quais denominou moléculas, que é o diminutivo da palavra latina 'moles', que significa massa ou quantidade de matéria.

O atomismo real defendido por Gassendi, na França, logo foi aceito e divulgado na Inglaterra. Assim é que, o físico e químico inglês Robert Boyle (1627-1691) e seu assistente, o físico inglês Robert Hooke (1635-1703) tornaram claro seu apoio às teorias atômicas para explicar as substâncias materiais. Por exemplo, Boyle em seu célebre livro O químico cético, apresentou sua idéia na qual os corpos eram constituídos por elementos que, para ele eram assim definidos: "...que entendo por elementos são certos corpos primitivos e simples, perfeitamente sem mistura, os quais não sendo formados de quaisquer outros certos corpos, nem um dos outros, são os ingredientes dos quais todos os corpos perfeitamente misturados são feitos, e nos quais podem finalmente ser analisados..." No entanto, o elemento boyleano não era o elemento químico que conhecemos hoje, uma vez para ele a água (H2O) era um elemento quase puro, enquanto que o ouro (Au), cobre (Cu), mercúrio (Hg) e enxofre (S) eram compostos químicos ou misturas. Um outro inglês a defender e a expor as idéias atomísticas, foi o físico e matemático Isaac Newton (1642-1727) em seu livro Óptica.

Na tentativa de se aperfeiçoar o elemento químico boyleano, surgiram trabalhos como os de Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794), que elaborou a primeira tabela contendo cerca de 30 elementos, apresentado no seu Tratado Elementar de Química.

Muito embora a idéia de elemento químico considerasse o átomo como uma partícula indivisível, porém real da matéria, o atomismo científico só começou no início do século XIX com os trabalhos dos químicos, o inglês John Dalton (1766-1844), o francês Joseph-Louis Gay-Lussac (1776-1856) e o italiano Amedeo Avogadro (17776-1856), através dos quais se procurou calcular as massas dos átomos e relacionar seus volumes. Em seu livro Novo sistema de Filosofia Química, Dalton enfatizou que na Natureza existem átomos invisíveis e imutáveis. E mais ainda, que todos os átomos de um mesmo elemento são idênticos, e que vários átomos se podem reunir para formar um "átomo composto". É nesse livro que Dalton apresenta a famosa Lei das Proporções Múltiplas: "Se dois elementos A e B formarem mais de um composto, as massas de A que se combinam com a mesma massa B, nos diferentes compostos, devem ter números inteiros como razões entre elas". As experiências realizadas por Gay-Lussac com gases sob pressão e temperaturas constantes, levaram-no a descobrir uma importante lei, a chamada Lei dos Volumes: "Se os gases A e B se combinam para formar um composto C, os três volumes relativos podem ser representados por números inteiros". Contudo essa lei apresentava uma aparente contradição, qual seja, a de que, os gases ao se combinarem, parece algumas vezes, que ocupam menos espaço. Essa questão só foi entendida quando Avogadro observou que átomos podem se reunir para formar moléculas. Assim, dois volumes da molécula de hidrogênio, formada por dois átomos de hidrogênio (H+H=H2), combinados com um volume da molécula de oxigênio (O+O=O2), formavam dois volumes da molécula de água, isto é: 2H2 + O2 = 2H2O. Em vista disto, Avogadro enunciou a sua famosa Lei de Avogadro: "Sob as mesmas condições de temperatura e pressão, volumes iguais de todos os átomos contém o mesmo número de moléculas."

Quanto a indivisibilidade do átomo, parece haver sido o físico francês André-Marie Ampére (1775-1836) o primeiro a propor, que o átomo era constituído de partículas subatômicas, na tentativa de explicar o elemento boyleano. Mais tarde, o físico alemão Gustav Theodor Fechner (1801-1887) propôs o modelo de que o átomo consistia de uma parte central massiva que atraia gravitacionalmente uma nuvem de partículas quase imponderáveis. No entanto, as experiências realizadas sobre fenômenos eletromagnéticos, realizadas a partir do trabalho do físico dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) e do próprio Ampére sobre cargas elétricas circulando em fios condutores, fizeram com que os cientistas cada vez mais ficassem convencidos de que o átomo possuía constituintes portadores de carga elétrica. Desse modo, o físico alemão Wilhelm Eduard Weber (1804-1891) propôs que no modelo de Fechner, as partículas imponderáveis, que envolviam a parte central do átomo, eram partículas eletrizadas atraídas por esse "núcleo", naturalmente, por uma força elétrica.

A primeira evidência experimental sobre a estrutura do átomo foi verificada pelo físico e químico inglês Michel Faraday (1791-1867) ao descobrir o fenômeno da eletrólise, isto é, a ação química da eletricidade. Em sua experiência, Faraday observou que a passagem da corrente elétrica através de soluções químicas, por exemplo nitrato de prata, fazia com que os metais de tais soluções se depositassem nas barras metálicas (eletrodos: catodo e anodo) introduzidas nessas soluções. Essa evidência sobre a estrutura atômica foi corroborada com a teoria iônica desenvolvida pelo químico sueco Svante August Arrhenius (1859-1903), segundo a qual os íons que constituíam a corrente elétrica através da solução, no fenômeno da eletrólise, nada mais eram que átomos carregados de eletricidade.

Portanto, aquela antiga substância primordial, indivisível para os gregos na Antigüidade, se apresenta, no século XIX, divisível e dotada de cargas elétricas. Muito mais se fez no estudo do átomo como veremos a seguir, procurando estudar as partículas elementares que o constitui. Nosso próximo passo se dá em direção a descoberta do elétron, do próton e do nêutron.

Fonte:
http://mesonpi.cat.cbpf.br/verao98/marisa/atomo.html

A Alma para a Ciência e a Evolução dessa Alma


A alma é apresentada aqui como real a todo pensamento. Seja ele ligado à religião, ou mesmo no pensamento ateísta, pois a alma é vista aqui como a parte das pessoas que é capaz de lidar com as dificuldades emocionais. A alma nos ajuda a nos defendermos destas dificuldades. Ela é capaz de encará-las, ao mesmo tempo que também afasta o incômodo causado por essas dificuldades emocionais.

Claro que as religiões pregam que a alma é mais que isso, que no mínimo também é algo que sobrevive à morte (eu também acredito nisso). Mas não é o objetivo dessa página ir além desse conceito “palpável” de alma, comum a todo pensamento humano.

A alma funciona assim: se uma determinada dificuldade não causa muito incomodo (como: angústia, dor ou fere nossa auto-imagem) então não precisamos nos defender dela, por isso podemos encará-la.

A alma é a parte do ser humano que consegue lidar bem com a angustia, a dor e a auto-imagem.

Lidar bem com esse tipo de coisa nos termos da saúde mental significa aceitar a angustia, a dor e a auto-imagem. Aceitando-as é que podemos ver quem somos, e isso é o auto-conhecimento. As vezes, as pessoas não suportam uma determinada dificuldade, e para fugir dela criam ilusões que distorcem completamente a sua imagem real.

Existem maneiras de expandirmos essa alma, e isso é chamado de evolução espiritual, ou crescimento pessoal, ou crescimento interior, entre outros. Essa expansão, ocorre á medida que, o indivíduo consegue aceitar sua auto-imagem, as coisas que lhe trazem angústia e as que causam dor. À medida que o individuo toma conhecimento da dificuldade, ela não o incomoda mais. Ele pode lidar melhor com isso, sendo mais realista consigo mesmo.

Algumas pessoas não conseguem diversas coisas por falta de auto-conhecimento, como conseguir um bom relacionamento, ou apenas um relacionamento, um bom emprego, ou apenas um emprego, uma boa família, ou apenas uma família. Para conseguir essas coisas, precisa agir de forma adequada. Mas é muito difícil aceitar a própria chatice, a própria falta de jeito, a própria falta de graça, a própria inabilidade, a preguiça, a prepotência, entre outros. Estes atrapalham conquistar aquilo que queremos. Porém à medida que se toma consciência de si próprio, pode-se corrigir e melhorar, e com isto obter o desejado. É muito importante para o ser humano ser feliz.

Praticamente todo mundo tem dificuldades emocionais que atrapalham suas conquistas. É importante tomar consciência delas sempre, para lidar cada vez melhor com a vida, e ser cada vez mais capaz de ser feliz.

As melhores técnicas de evolução espiritual são: a psicoterapia com psicólogo, algumas linhas do Budismo, da Yôga e da Meditação e a Logosofia. Dependendo da personalidade de cada um, de sua própria evolução, uma dessas técnicas se enquadrará melhor.

Na evolução espiritual existe algo que pode ser muito interessante para algumas pessoas. Isto é, o fato de se poder ampliar tanto a alma a ponto de aceitar completamente a auto-imagem, as coisas que trazem angústia e a dor. A pessoa que consegue isso, não sofrerá mais com essas coisas. Alguém que foi aceitando seus defeitos e problemas, e melhorando, pode ter chegado num ponto máximo, que é a perfeição. No Budismo isso é chamado de Nirvana.

Mas o importante não é chegar a esse nível, mas sim estarmos sempre progredindo para sermos cada vez mais felizes.

Click aqui para ler um texto sobre algumas formas de evoluir espiritualmente e aqui para ver alguns links para textos e paginas sobre evolução espiritual e técnicas para evoluir espiritualmente.


Texto escrito por Ricardo Chioro - O autor permite a reprodução deste texto, desde que ele não seja alterado e seja citada a autoria.

Fonte:
http://an.locaweb.com.br/Webindependente/ciencia/alma.htm

10 Curiosidades Científicas


Se uma pessoa gritasse durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, teria produzido energia suficiente para aquecer uma xícara de café…

Em 10 minutos, um furacão produz mais energia do que todas as Armas Nucleares juntas.

A probabilidade de você viver até os 116 anos é de um em 2 bilhões.

É fisicamente impossí­vel lamber o próprio cotovelo.

Um raio atinge uma temperatura maior do que a da superfície do sol.

Os raios se movem com velocidade média de 246 km/s para descargas com polaridade positiva e 304 km/s para as descargas de polaridade negativa.

No núcleo do sol, a cada segundo, 600 milhões de toneladas de hidrogênio se convertem em héio.

Um pedaço de uma estrela de neutrons do tamanho de uma cabeça de alfinete pesaria um milhão de toneladas.

O eco que ouvimos em certas ocasiões é devido à repetição de um som pela reflexão da sua onda sonora.

O grafite do lápis e o diamante possuem a mesma forma química e se diferenciam unicamente pela estrutura cristalina


Fonte:
http://fisicomaluco.com/wordpress/2008/03/06/top-10-curiosidades-cientificas/