sexta-feira, 11 de julho de 2014

O Cheiro de uma tarde...


Houve um tempo em que a poeira era livre;
Eram seus filhos marcas pelo caminho;
A cada sopro do céu um novo seguir;
Pois o escuro dava forma e o respiro vida;

O dia era como uma lua branca;
Era em si, uma era de aliança;
O sol descia ao encontro da terra mansa;
E tampouco pedia, talvez uma olhar de criança;

A chuva que corria acalentava o rosto que a admirava;
Escorria em lagrimas o amor;
Lendo as estrelas tudo esmiuçava;
Visao que se firma no Autor;

Oro por este olhos;
Que inicida neles a luz do pequeno;
Que seja, que veja o invisivel;
E no retrato da tempestade seu rosto possa surgir...

"pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor." (Sb 13,5)

4 comentários:

  1. Lindo texto. Sempre cheio de sensibilidade. Grande passagem citada tbm.
    Um abraço!

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  2. Obrigado luuh, as vezes me pego pensando em Deus, em como ve-lo, quando na verdade não precisa muito, ele esta em tudo, seus rastros saltam aos olhos

    Grande Abraco
    Paz e bem

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  3. Liindo Dago!!! meus parabéns pelo blog, bjos.

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  4. Liindo Dago!!! meus parabéns pelo blog, bjos.

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