sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Moldura

Foto de Gabriele Carvalho

Do tempo que se foi, lembro do céu;
Dos dias que vivi, retenho o suave gosto de um dia desinteressado;
O calar grandioso que o vento provocava;
O limiar do cansado e da vontade de correr pela grama. (Livre)

Sera que foi a luz de um astro que nos envelheceu?

Carrego em mim respingos da inocência de outrora;
Relatos tatuados na pele de longos dias ao sol;
Porventura entrego ao futuro meu passado!

Cada arrebol impulsiona o novo;
Faz nascer dias de longos imprevistos;
Nesta manha, porem, espero ver o retrato do que se foi;
 na serenidade de pequenos viventes;
Me encantar com a moldura do horizonte;

E nos dias que virão;
 fazer reconectar a liquidez de dias nublados ao suspirar da vida;
Quanto as marcas, chronos vive;
E o tempo se fez filho e cresceu em mim...

7 comentários:

  1. Demais Dago. Sobre o Tempo, sobre crescer e se constituir, sobre nostalgia.

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  2. Da foto (Parabéns à Gabriele - imagem que emociona) ao texto, tudo perfeito. O desenrolar do seu texto é um presente!
    Esses dias estive pensando sobre o tempo... Vejo que o que a gente sente não é saudade do tempo em si, é saudade de nós! Seu texto me fez revisitar o pensamento que tive há uns dias...
    Parabéns, sempre, Dago! Muito sucesso pra vc! Que em 2014 você possa ser ainda mais feliz. Deus te abençoe!
    Que bom ter tido a oportunidade de conhecer vcs pessoalmente em 2013... :D

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    1. mto obg lu, eh um dadiva imensa ter te conhecido, posso sentir a serenidade de suas palavras cravadas no seu jeito,,,mto obg, Deus a abencoe sempre

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  3. Ah, não poderia deixar de reparar na delicadeza de suas palavras ao responder, aí ao lado, o "Quem sou eu". Belíssimas palavras e singular impressão de si.

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    1. hahahaaa,,,magina,,uma brincadeirinha, mas realmente são "coisas" que me agrada,,haha,,,obrigado,,paz e bem ,,,toda unidade

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