sábado, 1 de fevereiro de 2014

Descalço posso sentir...



Saido de onde a palha amortece,
A criança brinca sob a chuva,
Seus pés sentindo o calor de uma terra;
Transpiram acordando a vida que adormece;

É lá onde a beleza vem do céu,
E o coração toma a frente dos olhos,
Que o simples mora,
Lá descalço esta a inocência;

Longe de Tudo, gerado, o pequeno adormece,
Lembra-se do antes, do nada, do vazio,
Com um pequeno olhar ante a chuva,
Seu coração emociona: É vida!

Ve agora criaturas pequenas se molharem,
Grandes seres sob as arvores firmando os pés no inverso do firmamento,
No retorno somente a palha molhada,
Deitado pôde sentir o dia correndo em suas veias,
O pinicar da criação,

Cada galho é analogia,
É tempo que passa e o faz seco,
É chuva que alimenta e o faz forte,
Pôde ali imovel, orar,

Como se não houvesse palavras, como incenso,
Deixou-se guiar,
A simplicidade de Tudo que é, fez se conhecer...

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