quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Poeira e poesia...


Decidiu crer no amor,

Sucumbiu as mortalhas do ego,
Pensou nos afazeres da paixão: "Ardo"
Relatou sua dúvida ao silêncio:
Por que tanta indecisão?

Sabe aqueles dias, que tudo parece falar?
Tudo deixa um sentido, um gole de rumo,
Sim, é nesses dias que o vento deixa de ser vento,
Que o ar passa a ser mensageiro, guia,
E quando isso acontece, as respostas flutuam;

- Sois vento do amor por vir, ou  a loucura dissipada?
- Se pensas em lírios, entenda:
- Nada é por si, tudo caminha, tudo gera, tudo vai;

- Se queres amor, deixe de amar
Por acaso podem as rosas controlarem seu perfume?

- Se pensas em rosas, saibas:
- Quer o vento ir, quer o dia brotar,
- A profecia lamenta os olhos fechados,

- Este teu amor move teu corpo, não tua alma,
- O que leva, deve ser vento, desinteresse, entrega.
Como poeira se deixar?

- Para ser mar, seja sertão, um herdeiro do fogo,
- Dissipe então o desejo, o encontre no caminho, na beira do mar,
- Esquece do tempo, todo o céu é aberto, é hoje;

Insano! Sua sina é morte,
Devo ir por mim, amar por querer,
Extasiar.

- Se pensar em tempestade, sentirá:
- Do doar, nada nunca...
- Dessa chuva não faltará,
- Desses raios, uma luz, um selo,
     ...
de amor, no peito...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Inseguro

Amas por que dizes;
Vais onde deves ir;
Sois vago até nos olhares;
Onde deves, onde estás, é tudo.

Não olhes o que compete ao subjetivo;
Sejais chão, ai esta o sentido;
Se buscais caminho, nele já esta;
No que compele ao invisível o vento já se fez;

Eis-me, proclamei no dia minha existência;
Jás-me, sepultei-me no ser em si;
Das-me o tempo no que és;

Onde fostes? Proclame o dia!
Onde vives? No silêncio de um suspiro lute!
 Por que lutas? Deveras e deverias no ar lançar teus segundos! 
   Seja Por Hoje.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Além do Pano

Certo  tempo pensei em viajar;
Caminhar com o vento,
Deixar de lado TUDO que me mantém;,
Olhar o céu meio que desatento;

Pensei em transmutar o que sou em quem já vi,
Passei a cantar melodias  desconexas;
A falar somente o que já existia,
Em meio ao outro, não mais senti;

Longe do incerto, minha vida era magnética;
O que atraia, aos poucos deformava o ego,
Por dentro jazia somente o relativo,
Deixei - me ser;  Fui imantado ;

Agora, como Emília, transpasso meu tecido,
Desejo o que liberta,
Busco o que independe,
Sinto o que conecta,

                                                                                              Os pólos já não me atraem,
                                                                                              Aquém de mim, respeito,
                                                                                              Próximo  do outro, identidade
                                                                                              Enfim, eu sou!




quinta-feira, 21 de março de 2013

Incenso






Que a morte venha do azul dos seus olhos,
Que cada dia seja por fim louvor;
Sendo tua longa barba branca; alicerce
Os dias logo são preces, cada instante, lagrimas que te enxugam;
Presente em tudo, um amor que poeta desconhece e prosa alguma discursa,
Que a morte venha como sombra de tua palma,

Ser teu, para assim amar;
Sofrer contigo, para te ouvir;
Deixar de ser,  para te encontrar;

Penso em ver cada ponto de ti;
Em tocar cada ferida;
Escutar teus assopros e sentir tudo que se faz em ti;

Não ha mais fumaça nem asas, quem te viu, contemplou lírios e rosas,
Te amo pelo visível das limitações,
Te glorifico com a luz que em mim reflete,
Deixa me vê- lo a cada rosto;
Que a morte venha  de encontro a imperfeição...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Contradizer é levantar...





Vive-se do caos!
Somos gerados a cada contradição;
Mutilados pelos imprevistos da alma;
A revolta é inicio, é êxodo...

Tem se o sentidos das coisas, o linear que estagna;
O dia que não termina em fatos e o pensar que se perde na batalha;
Para a luta basta a decisão, crê no choro e nas cinzas...

Do outro lado reside o fim, a dor que faz nascer a luz;
Pois são as sombras setas, reflexo e direção além da noite...
A justiça é calor, é além dos olhos, força do ato.
Calejados devemos estar ao fim de cada arrebol,
Mortos!
Tremulantes e em extrema miséria de espirito.

A luta apaga a dor, faz marcas, porém leva a riquezas.
TUDO se encaminha para um ÚNICO lugar;
Minhas escolhas, meus desejos, meu corpo e minhas duvidas;
Se tenho um sentido, tenho uma vida. Tenho alegria na dor!
Quando choro, choro porque sei que não estou só,

Ao fim das  quedas, entende-se a VONTADE,
De dia a guerra será farol, no repousar, silêncio de poesia...