Fim dos Tempos!?
Eis então que minha lamparina foi ao chão; Anoiteceu!
Somente enxergava o incerto;
Pela janela, tremulante, ouvia as pessoas que falavam estilhaçando as ideias. Era a véspera do acaso;
Indiferente ao fim, optei por delegar aos sonhos minha curiosidade;
Nos sonhos, via um povo central ,que teciam datas como se fossem redes;
Inauguravam os dias com profecias, clamavam aos ventos por um fim!
Em vigília, a possibilidade da destruição deixa de assustar, todos que ouço, falam do fim de um mundo bizarro, engraçado, debocham inúmeras vezes, vinte e uma para ser pontual;
Tenho tentado o equilíbrio dos pensamentos, buscado sentir o que a apreensão laboriosa quer mostrar;
Talvez o fim, seja limiar da esperança de um povo esquecido;
De uma civilização afoita por vida;
De homens e mulheres marcados pelo tempo que declina;
Têm a esperança em nossos dias;
Suas cicatrizes regressam junto da humanidade;
São enfim lembrados!
O que se cumpre, a existência almeja, é então o corpo que proclama:
“No dia de amanha retornaremos”
