domingo, 27 de novembro de 2011

Exortação Além-do-Homem

     


Olhando quero saber o real significado! Como?
(?) Não sou eu quem vivo! 
Parece que não entende? O que há entre nós?
(?) Tu me tens e eu o busco, nada mais!
Onde é o teu lar se eu o percebo somente em dias assim?
Como explicar o insalubre do que ouço quando aproximas?


Agora eu te escuto, fale de mim!
(?) Tu finges, se resguarda de falsa moralidade;
(?) Pensas ser o puro, porém és os hipócrita;
(?) Sóis fraco porque se deixa, porque se queixa do real;


Pobre de mim! Se és comigo por que então me fere?
(?) Não sou contigo! Tu me tens, sou a ideia latente e prazerosa! Nada mais;
(?)Quero emergir em ti! Transpassar a decadência deste mortifico ideal que dizes ser teu!
(?) Esta compaixão por ti, que vê nos outros, quero extingui-la!

Cala minha alma! Não quero esta composição;
Chora meu corpo, pois renegarei o que me vem;
Tanto serei que tu morreras;
Por ventura tu és meu! Por opção o entrego!

Não ressinto, não tardo, nem me calo;
Que esta ferida, que estas dores te lavem;
Até o dia, Todos os dias em poesia farei o meu brando;
Sei quem és, além-do-homem transnoitado sois;
Sois o tempo em dualidade; Nada é completamente mal;
(!) "Sois o meu EU"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Mata-se o corpo, e não a alma."

                                                                       


                   É preciso se perder;


                                                                          É preciso morrer;
É preciso ser o nada;
Sendo para o passado um sepulcro;


O SER em questão. Por que?
Esquece pois de tuas idéias;
Lança fora tuas imposições;
Aproxima-se vazio. Será?


Taciturno e impávido na umidade bestial de um "eu" escorregadio; Medíocre!
Ama pois o outro;
Sejais o mundo por descobrir, a mata virgem por adentrar;
Esquece porém do feito, segue si só a singularidade;



Navega a alma em rios caudalosos, em tramas serpentiantes;
Busca o alimento para alçar....Precipite;
Inaudito suserano de desdém sombrio; Atenta-me;


Que lastima sermos o que cevamos. Torpor que perdura do prazer;
Imortal será quando no silêncio despojares do que te forma;
Ama-se a luz de cada lapso existente. Coragem!


Profundo emplastro do SER por uma lodosa vaidade;
Falsa verdade e fétido desejo;
Só no alvorecer melodioso do amor a mortalha cedera;


É justo o amor para se encontrar; (Serei).....

É justo ser...Uma rosa náutica. o desprender e o doar. (Sendo)...

Morrerás o eu, surgira o Tudo. DE tanto desfalecimento mortifico meu Norte;

Enfim ...(SOU).... curado em ti!