domingo, 28 de agosto de 2011

Oração: Entoar com a Vida...

A oração é a ligação do reflexo a verdadeira imagem;


É uma fonte incomensurável de vida.; ensandece os ditos sábios e apraz os tidos como insólitos em um mundo de brutos;

A mínima palavra, uma simples atitude, nem que seja um olhar breve, já se faz elevar ao cume uma indelével oração;

Orar é viver e retirar do ser até a última gota de amor, aproveitar das ranhuras do algoz, e mergulhar na luz que brota de toda vida;
Identificar e sentir do próximo, o que de belo nele reside, fazer da vida a inspiração do amanhecer, orando com o ínfimo olhar, orando com o sorriso ao acaso, e no extenuante dia fazendo-se pequeno, transmitindo para o austero a oração que nunca sentiu;

As palavras se tornam vazias quando as encarceramos no limite da vontade e do confortável;
São fontes inesgotáveis que se extinguem na pobreza de ações;
Mais válido é o abraço desinteressado e inocente do que o orar envaidecido e o querer inveterado;

A oração não se limita a extenuantes pedidos mas se concretiza no desprendimento, no deixar-se envolver, sem reservas amar e na estafante luta de introspecção dissuadir. Louvar como a mais pequena criatura e brilhar para o outro como a mais frágil das flores.....

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pequenas Mortes Diárias



Morro Constantemente;
Morro todos os dias;
Pequenas mortes que me libertam;
Morro quando me lembro da infinidade dos meus pecados;
Morro quando me vem à incredulidade dos meus pensamentos;



Morro diariamente;
Morro quando meus olhos se fecham para o próximo;
Morro quando minhas idéias impuras se fundem ao meu corpo;
Vivo morrendo!



Em dias de sol, a morte desinteressada é minha amiga;
No vazio da minha independência a imortalidade me ludibria;
E novamente tenho que aprender a morrer em lucidez;



Preciso morrer em todo vão momento;
Morrer para mim;
Morrer para meu ego;
Morrer para meus interesses e desejos;
Morrer para a minha vontade medíocre de buscar a reciprocidade;




Almejo enfim amar a morte;
Amar o desapego;
Amar o amor puro sem obrigações;
Amar o amor desinteressado;
E sei que amando minhas pequenas mortes, estarei renunciando o viver vago e a morte inesperada;
Para que no fechar derradeiro de meus olhos, possa eu finalmente parar de Morrer!...





 
A Derradeira Redenção!