sexta-feira, 1 de abril de 2011

Brechas Sem Luz

Nesse meu semblante entristecido percebo-me como uma particula incandescente, porém fora dos limites oculares;
Desperto de uma noite intensa, imerso em devaneios incompletos e sensações impotentes, moroso em meu labirinto profundo de idéias racionais que me indicam outro luar e que profanam a austeridade do dia;
Acordado sob o sol, perdido na lucidez de uma caixa eletrônica sobre a mesa, a ausência da clareza dispersa juntamente as falas relevantes de um tempo solitário;
Inconciso rogo a luz, um fio de sua verdade;
Agora sob um véu sociável e desdenhoso meus olhos vagam a sua procura, vejo a sua criação mas minha consciência impede que o perceba;
Relutante meus passos se perdem em abismos emocionais, dias sem vida envolto numa dimensão aquém do próximo, falsamente sinestesias delimitam trilhas idealizadas, que dignificam as impurezas e as escravaturas da alma...

2 comentários: