sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Moldura

Foto de Gabriele Carvalho

Do tempo que se foi, lembro do céu;
Dos dias que vivi, retenho o suave gosto de um dia desinteressado;
O calar grandioso que o vento provocava;
O limiar do cansado e da vontade de correr pela grama. (Livre)

Sera que foi a luz de um astro que nos envelheceu?

Carrego em mim respingos da inocência de outrora;
Relatos tatuados na pele de longos dias ao sol;
Porventura entrego ao futuro meu passado!

Cada arrebol impulsiona o novo;
Faz nascer dias de longos imprevistos;
Nesta manha, porem, espero ver o retrato do que se foi;
 na serenidade de pequenos viventes;
Me encantar com a moldura do horizonte;

E nos dias que virão;
 fazer reconectar a liquidez de dias nublados ao suspirar da vida;
Quanto as marcas, chronos vive;
E o tempo se fez filho e cresceu em mim...