sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Inseguro

Amas por que dizes;
Vais onde deves ir;
Sois vago até nos olhares;
Onde deves, onde estás, é tudo.

Não olhes o que compete ao subjetivo;
Sejais chão, ai esta o sentido;
Se buscais caminho, nele já esta;
No que compele ao invisível o vento já se fez;

Eis-me, proclamei no dia minha existência;
Jás-me, sepultei-me no ser em si;
Das-me o tempo no que és;

Onde fostes? Proclame o dia!
Onde vives? No silêncio de um suspiro lute!
 Por que lutas? Deveras e deverias no ar lançar teus segundos! 
   Seja Por Hoje.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Além do Pano

Certo  tempo pensei em viajar;
Caminhar com o vento,
Deixar de lado TUDO que me mantém;,
Olhar o céu meio que desatento;

Pensei em transmutar o que sou em quem já vi,
Passei a cantar melodias  desconexas;
A falar somente o que já existia,
Em meio ao outro, não mais senti;

Longe do incerto, minha vida era magnética;
O que atraia, aos poucos deformava o ego,
Por dentro jazia somente o relativo,
Deixei - me ser;  Fui imantado ;

Agora, como Emília, transpasso meu tecido,
Desejo o que liberta,
Busco o que independe,
Sinto o que conecta,

                                                                                              Os pólos já não me atraem,
                                                                                              Aquém de mim, respeito,
                                                                                              Próximo  do outro, identidade
                                                                                              Enfim, eu sou!