segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Silêncio Inaudito



Nunca a ausência foi tão forte!
O homem caminha rumo ao coração de suas escolhas;
Tanto que fala, nada reconhece;
Tanto que lança, tudo almeja;
Todos os dias cria um céu;
Ao fim de cada pôr-do-sol rejeita e destrona a imensidão infinda;

Num arrebol, num clarão, como se fosse privado do silêncio, ele grita;
Sua voz incendeia o corpo todo;
Seus ouvidos rebelam-se julgando-o insensato;

De frente agora com um coração em brasa;
O som de suas batidas ouve;
Crê no inicio da força que o move;
Escuta no silêncio sinestésico a voz de toda criação;

“Do inicio ao fim, em pé ou prostrado;
Se clamas renegando a ti mesmo,;
O sol será a tua voz e trovão teu amado”

O dia escorre e a noite cala;
Uma máxima da alma: Escute e ore;
O tempo é o silêncio que louva ;
E o homem, a eternidade que chora o abandono!