segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Do amor ao Nórdico"

Do que vier farei essência;
Do que sou farei pouco;
Do silenciar resta atentar;
Do tempo que ainda não sei, os segundos por vir gemerão;

Pelos dias que hoje me fazem serei um traidor;
Pelas lembranças puras, farei de mim um templo;
Pois quando penso em lágrimas, minha alma retrocede;
Seja esta alusão falsa, seja este sentir impróprio. Calo por ti!

Quero mais do que sei, muito além daquilo que espero;
Não sei como resisti ao tempo, dias que seguem ritmos tão desdenhosos;
Eu quero, eu preciso, sou egoísta a ponto de amar a ti unicamente;
Quem sabe meio moroso em crer no angélico;


Querido frio és o que me sustenta;
Amada dor tu és o que me afasta do sofrer;
Irmã noite agradeço por cobrir com serenidade o calor de uma ferida;
Indecorosa vida enquanto puder mostre -me o pior, pois de ti já sei o que quero;

Sei que teu amor é plausível;
Vejo a ti longe,bem além do  helenístico tempo;
No furor da batalha reconheço passo a passo a redenção;
Que meus ossos possam não ceder ao fraco pensamento;

Mesmo no fim se eu ainda não a merecer;
Levarei tudo que me resta de ti;
Se esse amor não foi meu, quero apenas calar;
Acácia minha és para a mãe morte o motivo que a faz vagar;
Nórdica Freyja perdoe a fraqueza de minha queda!!!