domingo, 18 de setembro de 2011

"Sombras de um Pedido"

Sombras distintas estas que me cobrem;
São de natureza humana!
São do sol o resquício do mal;

A luz que emana do criador infunde em meu ser uma graça indelével;
A passividade de minhas sombras exitam;
Insistem em desfigurar as formas de uma criatura;

Uma hora sou forte, depois já desfaleço;
Sinto-me renovado num instante, porém intempestivamente envelheço;
Caminho no amor que quero somente em dias de consciência limpa,
E quando me vejo distante do escuro de meus desejos;

Outrora faço bem, momento apos momento rezo por ti;
Doravante digo, serei a sombra que cobre tua luz; Isto faço. Mas não o quero;
Quero da noite, o silêncio, da sombra o descanso e de ti o calor;

Não voltarei atrás, serei novamente forte frente a perda consciente de luz;
Recomeçarei amanhecendo em TODO sorriso teu;
Vencerei ninha angústia em ser mal diante dos raios de TODA a tua beleza;
Em dias nublados, dias que pendo ao nefasto, você será o meu SOL;

Encontrei em ti alivio, força e remédio para as minhas sombras;
Dissiparei do coração a dúvida, da alma o temor, e de meus olhos a tristeza;
Meu dia se faz penumbra longe de teu cheiro, sensação de coexistir, quero receber a claridade sem impurezas;
Agora sim tenho um desejo puro e digno;

Tão somente espero que este meu anseio chegue a ti onde estiveres;
Rezo que os ventos suspirem em seus ouvidos o grito de meu fraco amor;

Despojo-me da vaidade: "Sou pequeno e imperfeito e sem o Astro de tua essência deste poço jamais sairei!"...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Sétimo Dia!

Inaudível coração, repleto de pesares, sujo com a doença do sôfrego;


Perceptível silêncio, tingido de rubro, emergindo pulsos desiguais de amores irreais;

Um soluço estafante, condenado a se banhar nas lágrimas da alma que brotam do recôndito da imagem;

Depreciado edifício, robusto em forma, fraco e desolado em essência verdadeira;

Doravante o incerto será tua agonia, o sofrimento gerado por anos, teu falso amigo;

Os olhos que não desistiam de marejar tuas injustiças, agora te traem, áridos de beleza e bondade, resignando-se;

Não terá mais ao céu o astro laico, agora somente o vazio de teu corpo;
Frio que agora zomba, dor que agora se encarna, que pulsa por entre a estrutura que outrora feria o próximo;

Teu entendimento tardou em lhe ajudar, a consciência adormecida por anos, se levanta para sentir o desfecho de tantas incredulidades. Resta somente o cobrir do madeiro e o choro de um Criador;


Elohim ressurge por entre este ser nefasto, retirando aquele flash de amor inato que foi suplantado pelo “eu”;

Um luz que agora queima o impuro desejo e transfigura o fim em campos de esperança, e o “tu em mim”;
Tarde agora me deito, sabendo que morri em consciência, percebendo no firmamento o 7 olhar;

Renascendo todos os dias, recomeçando ao passo de todo desvio, extinguindo de meus ossos em cada morte, um pedaço do Caim nascido do fogo de minhas traições, manchado pelo pecado que insiste em dominar as dúvidas egocêntricas;

No monte sagrado do vinculo de toda vida.; Vejo agora ao longe o derradeiro dia;
Posso então viver tranquilamente as provações da penultima aurora, E prostrando-me entoar “Sou eu o sexto dos dias”....